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Dicas para melhorar o relacionamento
- por SUELI NASCIMENTO
- Publicados 31/10/08
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SUELI NASCIMENTO
Sueli Nascimento – Consultora da FLUIR - Desenvolvimento Social e Humano. Webarticulista. Palestrante.
Veja todos os artigos por SUELI NASCIMENTOA linguagem não verbal na comunicação do casal
Aprendeu a comunicar idéias e opiniões usando voz, gestos e sinais que são compreendidos por todas as pessoas. Aprendeu a ler palavras impressas no nosso idioma e também em outras línguas. Aprendeu, inclusive, a compreender o que esperam de você mesmo quando nem mesmo uma única palavra é falada.
Além da capacidade de se comunicar na língua natal, o convívio com outras pessoas gerou em você a habilidade de ler as expressões não-verbais que o parceiro lhe transmite quando você tenta abordar um assunto espinhoso com ele.
Quanto melhor for sua habilidade para compreender as expressões não-verbais maior será sua capacidade de entrever os efeitos e antecipar o julgamento que os outros farão de suas palavras, pois você poderá escolher o melhor momento e para quem quer demonstrar suas idéias e sentimentos. Isso evita situações constrangedoras e cria para si uma zona de segurança.
Saber disso é importante porque normalmente as conversas de casal fazem mais que resolver problemas do relacionamento. Nelas pode estar embutida a busca pela aceitação do outro e, muitas vezes, coisas assim são ditas sem o uso de palavras. Mas nem sempre as mensagens não-verbais são plenamente compreendidas e se a comunicação não-verbal for inadequada você pode interpretar erroneamente as feições do outro julgando que ele está aborrecido quando, talvez, esteja triste.
Essa dificuldade, conhecida pelo termo dissemia, não é rara e se refere a um problema de aprendizagem na leitura ou interpretação da linguagem corporal durante a formação do indivíduo. O aprendizado se dá através da linguagem verbal e do modelo de casal oferecido pelos pais.
Por exemplo, pessoas adultas que não olham para seu interlocutor enquanto conversam podem ter sido crianças com dificuldades na noção de espaço e que precisavam ficar muito próximas ou longe demais do outro enquanto conversavam.
Graças a isso, entre outras coisas, elas podem crescer com maior dificuldade em associar o quê é dito com o como é dito e pode ter desenvolvido uma distorção, ou inabilidade, em compreender sinais de tristeza, desagrado, reprovação, expectativa, atenção, alegria etc emitidos pelos outros.
O modo como as crianças são tratadas pode determinar o tipo de talento emocional e a competência para a vida afetiva no futuro.





