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RÁDIO UMA PAIXÃO
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Antonio Paiva Rodrigues
Sou Cel PM, jornalista, Radialista, Administrador, Bacharel em Segurança Pública, Escritor, Membro da Associação Cearense de Imprensa(ACI), Academia de Letras dos Oficiais da Reserva do Ceará(ALOMERCE), Membro da Associação dos Ouvintes de Rádio do Ceará(AOUVIRCE)........ 
por Antonio Paiva Rodrigues
Publicado 26/09/08
 
No meu ócio, na minha operância, nos meus momentos pungentes, o rádio sempre foi o meu fiel escudeiro. Será psicose essa paixão descomunal pelo rádio? Não sei. No meu tugúrio íntimo, nas minhas horas venturosas - não largo o rádio um só minuto. A psicosfera que o rádio produz reiteradas vezes, é um bálsamo para o coração.

PAIXÃO E AMOR A TECNOLOGIA

                   RÁDIO UMA PAIXÃO

No meu ócio, na minha operância, nos meus momentos pungentes, o rádio sempre foi o meu fiel escudeiro. Será psicose essa paixão descomunal pelo rádio? Não sei. No meu tugúrio íntimo, nas minhas horas venturosas - não largo o rádio um só minuto. A psicosfera que o rádio produz reiteradas vezes, é um bálsamo para o coração. Se os mais afoitos, violentos, e de corações endurecidos se ouvissem rádio, o comportamento seria redimido numa proporção descomunal. Dia 25 de setembro é comemorado o dia do rádio, mas o rádio não tem dia. Ele preenche e humaniza as nossas ações perniciosas servindo de calmante para os momentos obsessivos de nossas vidas. Fico a indagar: Marconi ou Roberto Landell, Landell ou Marconi quem fez a caixinha falar? Questiúnculas a parte, mas a voz foi transmitida pelo invento de Landell de Moura. Uma fase de encantamento nos tomou de sublimes alegrias, quando do surgimento do rádio à pilha. Crianças hiatizando momentos de espanto e alegria perguntavam: de onde vem o som se o rádio não tem fio? O ser humano para viver necessita de sua bateria portentosa que é o coração.

E para matar a curiosidade da pivetada tivemos que explicar o funcionamento do rádio portátil, comparando-o ao corpo humano. Como toda criança ter um ar de curiosidade indagava: essas pilhas são para sempre? Não.  O uso contínuo do rádio irá descarregá-la. E aí, indagou outra criança. Trocamos as pilhas e ele voltará a funcionar com a mesma potência dantes. Uma voz ao fundo dizia, que coisa maravilhosa, o homem é mesmo genial. Existe uma frase que faceia Landell e Marconi: “Na história das ciências das descobertas e dos inventos há sempre alguém glorificado pelas benesses da fama e outro relegado à sombra do esquecimento”. O rádio surgido no início do século XX teve seu desenvolvimento por ocasião da primeira Guerra Mundial de 1914 a 18, servindo para comunicados e orientações na movimentação no exército ao longo das extensas e cruéis trincheiras que serpeavam do Mar do Norte ao Cáspio, dos Pirineus aos Cárpatos. De histórias já estamos engalanados, mas ditoso seria um ato excelso para aqueles que fizeram a história no rádio e tornaram-se famosos. O profissional do rádio chama-se radialista, ele pode transmitir boas ou más notícias, pois esta é a função do profissional do rádio. O rádio como citamos anteriormente está presente 24 horas por dia na vida de qualquer pessoa, em qualquer país do mundo e de qualquer procedência.

Experiências sem conta foram realizadas na divulgação da cultura e na sua incorporação pelas pessoas, pelas comunidades. A cultura define-se como ação aperfeiçoadora da pessoa e do grupo social. Inúmeras são as possibilidades de o rádio incentivar e semear a cultura. Literatura, música, transmissões esportivas, eventos de diversas naturezas, acontecimentos alegres e tristes, radionovelas, teatro e muitos outros espetáculos. Você sabia que: “O primeiro homem a emitir ondas de rádio em nosso planeta foi: O Padre Roberto Landell de Moura. Brasileiro, Gaúcho de Porto Alegre, realizou suas experiências na capital paulista em 1893. Landell de Moura requereu diversas Patentes de suas invenções, nos Estados Unidos e que permaneceram devidamente engavetadas. Foi aí que Marconi Guglielmo Marconi, italiano, contando com toda publicidade possível assombrou o mundo em 1900, ligando por radiocomando as luzes Da Torre Eifel, em Paris, desde Roma. “Em 1909 - O Paranaense Lyvio Gomes Moreira, então Diretor de Telégrafos em Curitiba, foi o primeiro Radioamador brasileiro a colocar no ar sua Estação de Rádio de fabricação caseira e a manter contato com Radioamadores dos Estados Unidos, da Alemanha e outros países”. Minha paixão, a de muitos como Edgard Roquete Pinto em 1923, fez o Rio de Janeiro tremular por ocasião das solenidades do centenário da independência do Brasil na gestão do presidente Epitácio Pessoa.

Ainda em 1923: surgiram as seguintes emissoras: Rádio Sociedade do Rio de Janeiro; Rádio Clube do Brasil no Rio; Rádio Clube Paranaense de Curitiba PRB; Rádio Clube de Pernambuco; Rádio Educativa Paulista; Em 1924 - Rádio Sociedade da Bahia; Rádio Sociedade Gaúcha de Porto Alegre, A Ceará Rádio Clube associada ao sobrenome Dummar só vai aparecer identificando proprietários de quotas ou ações de emissora de rádio em 1931, quando, a 28 de agosto funda-se a Ceará Rádio Clube, “autorizada a irradiar com o prefixo PRA-T, em 16 de agosto de 1932”, mas só instalada em 19 de setembro de 1933, e depois licenciada com o prefixo PRE 9 pela portaria 415, de 30 de maio de 1934.  Da História do Rádio no Ceará extraímos que a informação pode soar inusitada mas, em verdade real: a radiofonia, não sob essa designação, mas nomeada radiotelefonia,  tem sua pré-história ocorrendo em 1924, quando se instala em Fortaleza o Rádio Club Cearense, do qual participam exatamente 129 associados. Lidera a extensa relação o Engenheiro Elesbão de Castro Velloso, a quem devemos creditar a iniciativa para instalar em Fortaleza o primeiro equipamento para transmissão de voz e música, o que acabou convertido no funcionamento de “pequena estação emissora de 3 watts” na sede do Clube à Rua Barão do Rio Branco n. 21, onde os membros da agremiação podiam dispor de solitário e inovador aparelho receptor de 3 válvulas, em circuito T. S.F, com alto-falante tipo Ericsson Super-Tone.

 Causa admiração: além desse receptor, a cidade - consideremos assim - possuía apenas mais quatro aparelhos receptores (rádios), sendo seus proprietários os Srs. Clóvis Meton de Alencar, Alfredo Euterpino Borges, João de Carvalho Góes e Augusto Mena Barreto.  Em 1936 - Foi ao ar a Rádio Nacional do Rio de Janeiro; Em 1942 - Foi ao ar a primeira Rádio Novela. A - Ceará Rádio Clube - conhecida carinhosamente como a pioneira e PRE-9 teve seu auge e suas programações não ficavam a dever a nenhuma outra emissora do país. Rendo aqui a homenagem ao dia do rádio com estas pequenas nuanças que são verdadeiras relíquias.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI-ALOMERCE E AOUVIR/CE