- Home
- Desenvolvimento Pessoal
- A importância da Gestão do Conhecimento nas Empresas
- Home
- Administração
- A importância da Gestão do Conhecimento nas Empresas
A importância da Gestão do Conhecimento nas Empresas
- por Orivaldo Andreazza Peres
- Publicados 24/08/08
- Educação , Desenvolvimento Pessoal , Administração
- Não Avaliado
Orivaldo Andreazza Peres
Formado em Administração de Empresas e mais de 30 anos de vivência nas áreas de Recursos Humanos como executivo de empresas nacionais e multinacionais de diversos portes como: Universidade de Mogi das Cruzes; Grupo Philip Morris; Quaker Alimentos; Danone e São Paulo Alpargatas. Foi professor de Gestão de R. H. da Escola de Empresários da UNIBAN. Especialista em elaboração de Treinamentos Vivenciais indoor e outdoor . Sócio e diretor executivo da Vivencial. http://www.vivencial.com/
Veja todos os artigos por Orivaldo Andreazza PeresGestão do Conhecimento
A globalização está fazendo com que as empresas, sem as proteções oficiais
das reservas de mercado, tenham que se ajustar à Nova Economia. Precisam adequar
seus custos e aumentar a produtividade para serem competitivas.
Por isso, muitas empresas já estão pensando em seus funcionários
operacionais, administrativos e administradores, não mais como simples “Recursos
Humanos”, mas sim, como “Capital Humano”.
Esse novo enfoque enfatiza que as
pessoas são parte crucial de uma empresa e como tal, têm necessidade de serem
desenvolvidas, gerenciadas e tratadas com o mesmo respeito distinguido a todos
os outros capitais.
.:: Introdução ::.
Na Nova Economia, as mudanças
ocorrem com extrema rapidez e as pessoas apesar de não acompanharem essas
mudanças com a mesma velocidade, têm que se amoldar às novas situações,
necessitando de atenção para reduzirem ou eliminarem essa diferença e
conseguirem atingir os objetivos empresariais.
Por outro lado, as empresas
por muito tempo subestimaram o valor dos conhecimentos de seus funcionários.
Hoje, sabe-se que a soma desse conhecimento tem um valor e que mensurá-lo e
tê-lo sob controle, e acima de tudo, aplicá-lo em favor da empresa, torna-se um
diferencial competitivo.
Mas para ser aplicado, não basta tê-lo. Nesse
momento entra outro importante e decisivo componente: a motivação do funcionário
para aplicá-lo.
Somente empresas atentas ao seu Capital Humano, conseguem
reter os talentos e motivá-los a utilizar o seu conhecimento em benefício de
ambos. A relação ganha/ganha faz parte dos valores dessas empresas.
Deve
haver um alinhamento de todos os trabalhos de modo a converter o conhecimento
dos trabalhadores em auto-realização e em benefícios para as empresas. A função
gerencial passa a ter fundamental importância no desenvolvimento do “Capital
Humano” devendo mesmo ser vista como sua missão.
O que diferencia as empresas
na Nova Economia ou também chamada Economia da Era da Internet, é o quanto de
valor elas criam para seus clientes e consumidores.
A frase: “As empresas se
constroem através de pessoas e nunca serão maiores ou melhores que as pessoas
que a compõe.”(autor desconhecido) exemplifica bem, o quanto a qualidade das
pessoas pode ser o diferencial competitivo num mercado globalizado.
Nesse
ponto, o Capital Humano é o que faz a diferença. Os outros capitais, tais como
cadeiras, computadores, salas, etc. devem trabalhar para as pessoas e nunca
devem ser tratados melhor que essas pessoas.
Por traz da melhor tecnologia,
sempre haverá uma pessoa para comandá-la.
Outro fator de extrema importância
a ser analisado, é o custo da reposição de talentos que deixam a empresa.
A
maioria das pessoas muda de emprego em busca de trabalhos mais desafiadores,
respeito profissional e a possibilidade de influenciar a organização.
Essa é
a conclusão de uma pesquisa publicada pela Korn/Ferry International, apresentada
no Fórum Mundial de Economia de 2001 em Davos na Suíça.
Reter talentos é sem
dúvida um desafio para as organizações. Muitas empresas já comprovaram que é
mais econômico desenvolver um plano de retenção, do que buscar outros talentos
no mercado. Até porque não existem tantos talentos prontos no mercado para
suprir todas as empresas.
.:: Por Onde Começar? ::.
Não basta simplesmente contratar um curso já pronto ou desenvolver o seu
próprio curso com o material utilizado nas aulas presenciais e colocá-lo na
Internet ou Intranet da empresa para ser acessado pelos empregados.
Esse é de
fato, o caminho mais simples e provavelmente o mais econômico
inicialmente.
Sim, inicialmente, pois ao longo do tempo pode tornar-se tão ou
mais dispendioso que um sistema completo e bem planejado. Além do que, uma
iniciativa dessas sem os correspondentes controles e avaliação, pode
desestimular os empregados a utilizarem o computador para aprenderem, e os
empresários, diretores e gerentes a investirem num sistema mais abrangente e
sério.
No nosso entender, o primeiro passo, é a organização decidir se quer
ter mais um programa de treinamento, ou se quer ter um sistema de capacitação e
desenvolvimento de talentos.
Se a opção for por ter mais um programa de
treinamento, espera-se que essa decisão esteja baseada na conclusão da
necessidade apresentada por ocasião do desenvolvimento de um sistema de
capacitação e desenvolvimento de talentos. Caso contrário, o sucesso desse
treinamento é questionável e a aplicação dos conhecimentos adquiridos (?) não
terá como ser medida.
Se por outro lado, a opção for por ter um sistema de
capacitação e desenvolvimento de talentos, que é o que recomendamos, a primeira
coisa a se fazer é quebrar os paradigmas tradicionais de treinamento.
No
gráfico abaixo, descrevemos o esquema completo de um sistema adequado:

Vamos detalhar todos os componentes desse gráfico:
Por Ambiente de Aprendizagem (AA), entendemos ser aquele que
as organizações conscientemente desenvolvem e que tem por objetivo propiciar a
todos na organização, independentemente do nível hierárquico, a oportunidade de
aumentar seus conhecimentos e instrução. Essa característica é claramente
identificada através de ações concretas, tais como: criação e desenvolvimento de
cursos de alfabetização e supletivos; incentivo financeiro através de bolsas de
estudo para graduação e pós-graduação; criação de bibliotecas fixas e
circulantes; salas de estudo e leitura de jornais e revistas técnicas e assuntos
gerais; treinamentos operacionais e administrativos; acesso à Internet e
outros.
Mas não basta ter todas essa ações implementadas se as mesmas forem
independentes, sem uma organização formal, e não tiverem um objetivo macro e
mensurável.
Para que a organização possa mensurar e obter resultados desses
investimentos, é que se faz necessário a implantação de um Sistema de
Gerenciamento do Aprendizado (SGA).
Esse Sistema terá como
finalidade precípua garantir através de ações e controles específicos, que tanto
o investimento em treinamento quanto em ampliação do conhecimento, tenham
retorno para a organização na melhoria da qualidade do Capital Humano e
conseqüente dos produtos, dos níveis de produtividade, da satisfação dos
clientes.
O SGA está dividido em outros dois sistemas para
que melhor se possa entender a sua aplicação. Primeiro o Sistema
Integrado de Gerenciamento do Aprendizado (SIGA) e o Sistema de
Gerenciamento do Conhecimento (SGC). O SIGA por sua
vez, está dividido em dois outros sistemas inter-relacionados e complementares
que são o Sistema de Gerenciamento do Treinamento (SGT) e o
Sistema de Gerenciamento do Plano de Carreira (SGPC).
O
SIGA irá conjuminar os esforços de treinamento e de
desenvolvimento orientados e desenvolvidos pela organização para a melhoria e
qualificação do Capital Humano, com aqueles desenvolvidos pelos empregados (o
Capital Humano) como investimento pessoal em suas carreiras.
O SGT
promoverá a integração entre os sistemas de treinamento aplicados e que
tipicamente são: os presenciais, os treinamentos vivenciais, os treinamentos por
instrução programada através de manuais, o E-Learning que por sua vez pode ser
dividido em Treinamento Baseado em Computador (TBC) e Treinamento Baseado na Web
(TBW) e o Treinamento no Cargo (Trainnig on the Job). Esses treinamentos são
definidos tomando-se em conta a Missão e Visão da organização comparada às
qualificações e necessidades de desenvolvimento dos seus Talentos (Capital
Humano) apuradas pelo SGPC.
O SGPC por sua vez, é um Sistema baseado na
comunicação franca e aberta e feedback positivo e autêntico de mão dupla, onde
tanto a Organização como os componentes de seu Capital Humano, sabem onde querem
e devem chegar, identificam claramente o estágio em que se encontram, traçam
objetivos em conjunto e assumem cada um, a sua parte de responsabilidade para
atingi-los. Muitos instrumentos e ferramentas podem ser utilizados nesse
Sistema: a Administração por Objetivos, a Pesquisa de Clima Organizacional, a
Avaliação 360°, questionários e entrevistas pessoais, análise de potencial e
desempenho, etc.
O Sistema de Gerenciamento do Conhecimento
(SGC) é sem dúvida um dos mais importantes sistemas a serem
desenvolvidos e implantados pelas organizações, para que possam disseminar toda
informação e conhecimento que as permeiam.
Na grande maioria das organizações
é comum que um determinado funcionário seja inscrito em um curso ou seminário,
ao fim do qual, retoma as suas atividades cotidianas e eventualmente passa a
utilizar o novo conhecimento adquirido, se é que de fato adquiriu algum.
A
organização, representada pelo chefe imediato desse funcionário, normalmente não
avalia qual novo conhecimento esse funcionário adquiriu e principalmente, não se
certifica se ele está sendo aplicado em benefício da organização. Também não se
preocupa que esse novo conhecimento fique restrito somente a uma pessoa, não
propiciando a sua disseminação para os demais funcionários.
Conclusão: quando
esse funcionário que recebeu investimentos para adquirir novos conhecimentos,
desvincular-se da organização, o conhecimento vai junto com ele e a organização
terá que refazer o investimento em outro funcionário e assim sucessivamente, com
enorme dispêndio de recursos financeiros e principalmente de tempo.
Uma forma
de garantir que o conhecimento seja compartilhado por toda organização é
desenvolvendo um SGC. As ferramentas são inúmeras e variam
desde simples reuniões pós-treinamento para divulgação e análise do aprendizado,
até as mais modernas que são as salas de bate-papo, fóruns e conferências pela
Internet.
Por exemplo, numa videoconferência, pode-se colocar um assunto ou
problema para ser resolvido em grupo, de forma que todos possam opinar e
contribuir para uma conclusão que seja aceita pela organização. O mesmo pode ser
feito através de fóruns de debate sobre assuntos previamente agendados.
Mas o
mais importante, é que tudo isso fique registrado e acessível a todos na
organização para consulta a qualquer tempo.




