O termo “diabetes melito (ou mellitus)” tem origem em uma palavra grega que significa sifonar (sifão é um dispositivo que serve para transportar um líquido de uma determinada altura para outra mais baixa.  E realmente a água ao penetrar na boca do diabético, desce rapidamente pelo corpo, passando pelo trato urinário e daí para o meio externo) e de uma outra palavra latina que quer dizer “doce como mel” (de fato  a taxa de açúcar na urina do diabético se  eleva. Inclusive  antigamente, como teste,  se colocava a urina próximo às formigas, que caso fossem atraídas isso indicava a doença).

 

A diabetes é uma doença metabólica, que se caracteriza pela falha na produção de insulina pelo pâncreas (falha nas células beta-pancreáticas), ou de uma deficiência dos receptores celulares para este hormônio.  É uma doença genética, hereditária, mas um indivíduo sem predisposição genética pode adquirir, ou seja, nem sempre o indivíduo diabético herdou esta doença de ancestrais. Fatores externos podem ocasionar a doença, como por exemplo o  comprometimento do pâncreas por tumores, distúrbios glandulares, extirpação cirúrgica do pâncreas. Quando a diabetes é adquirida é chamada secundária, e quando é genética é chamada primária ou idiopática.

 

Quando é hereditária relaciona-se com um gene localizado no cromossomo 6. Trata-se de um gene que regula a produção de anti-célula beta.

 

Os tipos mais comuns de diabetes são o DM1 (diabetes mellitus tipo 1 ou insulinodependente) e o DM2 (diabetes mellitus tipo 2 ou não insulinodependente).

O tipo 1 é auto-imune, ocorre a destruição das células beta produtoras de insulina, o que faz com que a pessoa não produza insulina ou produza quantidade insuficiente. Por isso estas pessoas precisam tomar insulina. Todos precisamos de insulina para utilizarmos adequadamente a glicose como fonte de energia para nossas funções vitais. E todos precisamos de glicose, inclusive os diabéticos. O problema é que este açúcar precisa ser conduzido ao interior das células, pois se ficar no sangue (o aumento da taxa de glicose no sangue chama-se hiperglicemia) obstrui os vasos causando grandes problemas ao organismo. No não diabético, qualquer excesso é conduzido pela insulina. Como diabético não tem este hormônio disponível, não pode ter excesso (por isso a dieta, cortando açúcar). Como o tipo 1 ataca geralmente crianças e jovens adultos, também é chamada diabetes juvenil.

O diabético tipo 2 (muito mais comum que o tipo 1) produz quantidade suficiente de insulina, porém esta é anormal, não sendo bem utilizada pelo organismo.

 

A grande maioria das células do organismo são dependentes de insulina para captar glicose (com exceção dos neurônios e hepatócitos, que conseguem captar por difusão).

 

 

Há também a gestacional, que pode surgir durante a gravidez, podendo em alguns casos permanecer depois do parto.

Um outro tipo de diabetes é a DI (diabetes insípido), que se caracteriza pela carência do hormônio ADH.

 

Quando a taxa de glicose está acima dos padrões normais, surge o açúcar na urina. A isso se chama glicosúria.

Também devido à hiperglicemia há perda osmótica de água nos rins, conseqüente excesso de urina, o que se chama poliúria. A poliúria pode levar a desidratação, o que faz com que o diabético tome muita água nestas circunstâncias.

Aumentando a glicemia pode haver a queima de depósitos de lipídios, e isso acarreta a formação de subprodutos chamados corpos cetônicos, que tanto pode ser liberado na respiração (hálito cetônico) como na urina (cetonúria). Além disso, esta queima inadequada de lipídios faz o diabético se sentir fraco e com fome freqüente (polifagia).

 

O acúmulo de glicose no sangue e possível obstrução dos vasos, faz o diabético ficar vulnerável a problemas cardíacos (se obstrui vasos, conseqüentemente compromete a circulação, podendo inclusive ocasionar infarto). Se obstruir vasos da retina, leva a complicações de visão e até cegueira (se causar a morte de vasos da retina, leva a sangramento: retinopatia diabética). O excesso de glicose pode também reduzir a capacidade dos rins em filtrar o sangue (nefropatia diabética).

A hiperglicemia também leva a problemas na coagulação, o que acarreta a dificuldade de cicatrização de feirdas.

Se a glicemia elevada prejudicar o fluxo circulatório no pênis, isso pode levar a distúrbios de ereção.

 

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