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China
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Débora Borsatti
Psicóloga e educadora. Residindo em Santa Cruz do Sul - RS Autora do blog http://avessocotidiano.blogspot.com 
por Débora Borsatti
Publicado 19/08/08
 
As atenções mundiais estão voltadas para essa nação, não se fala em outra coisa. Olimpíadas? Não somente. Já faz um tempo que a China vem se destacando no mercado financeiro, atraindo investidores de todos os cantos do mundo. Ontem assisti a um documentário na GNT muito interessante, que mostra os dois lados da nova China. 

As atenções mundiais estão voltadas para essa nação, não se fala em outra coisa. Olimpíadas? Não somente. Já faz um tempo que a China vem se destacando no mercado financeiro, atraindo investidores de todos os cantos do mundo. Ontem assisti a um documentário na GNT muito interessante, que mostra os dois lados da nova China. Um país que deixou de ser comunista e abriu as portas para o capitalismo. A transformação é visível, está estampada nas ruas de Xangai principalmente, onde as grandes marcas americanas saltam aos olhos, imensos arranha céus se destacam, enfim a cidade parece uma Nova York oriental. A pergunta é: isso e bom ou não? Sinceramente sempre admirei muito a cultura oriental, a medicina chinesa, as tradições, religião...creio que isso tudo corre o risco de entrar para os livros de história. Se o comunismo era bom? Da maneira que era lá naquele país, creio que não. Porém as famílias viviam em casas do governo que foram desapropriadas para dar lugar às grandes construções, agora não têm onde morar, vivem de uma pensão pequena e a indenização não foi injusta. Aqueles que tentam lutar contra o sistema, são presos. Enquanto observo esses problemas sociais eu penso qual a solução para esse mundo? Será preciso acabar com tudo e recomeçar do zero? Porque não conseguimos ter consciência de que é necessário começarmos a humanizar mais o planeta? Porque os governantes só pensam no poder e no acúmulo de riquezas? Penso seriamente onde isso tudo vai parar. Confesso que uma inquietação toma conta de mim como se precisasse fazer alguma coisa urgente. Sou psicóloga, mas não quero trabalhar na “cura” de traumas e doenças mentais e emocionais, quero trabalhar na prevenção delas, por isso vejo a educação como uma via de mudança. É engraçado como as grandes cidades acabam se parecendo. Grandes construções, asfaltos, rodovias e viadutos, shoppings, marcas em comum Mc’Donalds, Gucci... O que as diferencia? Os aspectos naturais, isto é, se tem praia, montanha, rio, espécies, e acima de tudo a cultura local, será que é possível padronizar isso também? Esses são os desafios das sociedades modernas de um mundo globalizado. As cenas dos próximos capítulos? Vamos vivendo dia após dia...