Sueli Nascimento – Consultora da FLUIR - Desenvolvimento Social e Humano.
Webarticulista. Palestrante.
Muitas pessoas continuam formando casal na expectativa de encontrar alguém que as complemente, que seja sua outra metade. Não confunda complementariedade com interdependência.
Interdepender pressupõe respeito e humildade, pois se não somos competentes em tudo precisamos estabelecer o equilíbrio nos associando com quem possua habilidades diferentes das nossas e trocar habilidades, talentos, força e energia.
Já a complementariedade é um juízo preconceituoso, para menos, das nossas capacidades e determina um relacionamento mais parasitário, pois quem busca a outra metade, no fundo, não acredita que pode desenvolver suas próprias potencialidades e, por isso, pensa que os conhecimentos, força, habilidade e energia do outro preencherão suas lacunas. Esse é outro mito.
Ninguém é tão inábil ou incapaz a ponto de precisar se sujeitar a relações em que seja tratado com desrespeito e desconsideração.
Se você se desvaloriza a esse ponto seus comportamentos e suas mensagens não-verbais denunciam: "pode me pisar você é mesmo muito melhor que eu". Isso reforça o sentimento de superioridade do outro e o autoriza a exercer mais poder na relação.