HIDRELÉTRICA – O SONHO E A ILUSÃO

 

No Brasil , a necessidade de criar novas hidrelétricas tem aumentado em função da necessidade de formas diferente de adquirir energia.

As ciências desempenham um importante papel na divulgação do real significado das transformações do nosso planeta, enquanto sustentador da vida, com as estratégias apropriadas de desenvolvimento de acordo as várias áreas do conhecimento.

            Mas tudo tem seu peso, seu valor, e as vezes não desfazemos de nossos planos, e nem sempre é analisado  as formas  humanas sensitivas de famílias que ao serem  convidadas a deixarem suas casas, levam juntas sua historia  de vida rumo ao sonho da morte.

Com Usina Hidrelétrica de Aimorés, a Cemig passa a contar com um parque gerador de energia que reúne 54 usinas em operação. São 49 hidrelétricas, quatro termelétricas e uma eólica. Outras três hidrelétricas estão em construção em Minas Gerais: Capim Branco I, Capim Branco II e Irapé. Aimorés e essas três usinas somam investimentos de R$ 2,2 bilhões. Desse total, R$ 1,5 bilhão recursos da Cemig e Governo de Minas.Aimorés e as três hidrelétricas vão possibilitar um aumento na capacidade do parque gerador do Estado em 1 milhão e 440 kilowatts ou 1,140 MW. Em relação à Cemig, representa um acréscimo de quase 10% da atual capacidade instalada de geração da empresa.

            Toda sociedade, por mais simples e humilde que seja, tem seu sistema de educação  e cultura, indispensáveis a continuidade do grupo e sobrevivência de seus membros.As principais ações foram as relocações: da cidade de Itueta, de 23 Km da Estrada de Ferro Vitória-Minas, Itueta é um município brasileiro do estado de Minas Gerais.A 2 Km da BR-259, da fábrica de laticínios da Cooperativa Agropecuária de Resplendor – Capel e a relocação parcial da cidade de Resplendor, Sua população estimada em 2004 era de 5.225 habitantes.

Adaptar esse indivíduo ao seu meio físico e integrá-lo ao meio social são funções implícitas em todo o sistema de educação.

Ao analisar uma proposta a essas famílias em seu começo, parece ser agradável. Indenizações, mudanças para novas casas, nova cidade, novos empregos.

No final do século XVIII são bastante intensos os impactos da Revolução Industrial sobre as condições de vida e saúde das populações. Principalmente nos países europeus, onde houve maior desenvolvimento nas relações industriais e de produção.  Contudo, esse domínio da tecnologia moderna sobre o meio natural trouxe conseqüências negativas para a qualidade da vida humana em seu ambiente. O homem, afinal, também é parte da natureza, depende dela para viver, e acaba sendo prejudicado por muitas dessas transformações, que degradam sua qualidade de vida.
            O desenvolvimento da sociedade, impulsionada pela globalização, faz com que cada vez mais sejam absorvidos profissionais capacitados a planejar e gerenciar a qualidade do meio ambiente, assim, é a própria sociedade que demanda a participação destes profissionais no processo produtivo, obrigando as empresas e governos a situarem-se dentro de padrões economicamente produtivos, socialmente responsáveis e ecologicamente corretos para diminuir os problemas no meio ambiente.

O esforço humano tenta  formar sentido para tornar o homem como centro da existência .

O homem quer bastar-se a si próprio, gozar esta terra e o que nela contém, enquanto indivíduo descobre uma força interior que o impede ao gozo da vida, quando sua memória tenta guardar com carinho o que o tempo deletou.

Diante dos problemas sócio-ambientais, pode-se citar os mais graves segundo dados da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e desenvolvimento Sustentável:
- Crescimento demográfico: A população mundial é de 6,1 bilhões de habitantes e deve chegar a 9,3 bilhões em 2050.
- Pobreza e desigualdades: cerca de 2,8 bilhões de pessoas vivem com menos de US$ 2 por dia e cerca de 80% da riqueza mundial está nas mãos de 15% dos habitantes dos países mais ricos.
- Superexploração dos recursos: a cada ano, a utilização dos recursos supera em 20% a capacidade do planeta de regenerá-los. Em 2050, a população mundial vai consumir entre 180% e 220% do potencial biológico do globo.
- Mudanças climáticas: a combustão do petróleo, gás e carvão provoca emissão de dióxido de carbono (CO2) e outros gases de efeito estufa que contribuem para o aquecimento do planeta.
- Buraco na camada de ozônio: a camada de ozônio que cerca a Terra e a protege dos raios ultravioletas emitidos pelo sol diminuiu sob o efeito do clorofluorcarbono (CFC) utilizado em alguns produtos. Esse "buraco" que esta em cima do Antártico media 30 milhões de km² em outubro de 2001 e tende a aumentar.
- Espécies ameaçadas: 11.046 espécies animais estão ameaçadas de extinção nas próximas décadas, principalmente pelo desaparecimento de seu habitat natural, o que representa 28% das espécies mamíferas, 15% dos pássaros, 28% dos répteis, 25% dos anfíbios e 40% dos peixes.
- Acesso à água: cerca de 1,1 bilhão de pessoas não têm acesso a água potável e 2,4 bilhões não vivem em condições sanitárias decentes. A metade dos rios do mundo está num nível muito baixo ou poluído.
- Erosão do solo: o crescimento da população acarreta uma enorme pressão sobre a agricultura e portanto uma demanda crescente de terras agrícolas.
Nas próximas décadas, a sobrevivência da humanidade vai depender da educação ecológica, da capacidade do ser humano compreender os princípios básicos da ecologia e viver de acordo com eles. Isso significa que essa educação tem de tornar-se uma qualificação essencial dos políticos, líderes empresariais e profissionais de todas as áreas, e tem que ser, um dos  assuntos mais importantes da educação primária, secundária e superior.
            A natureza e o homem devem viver em harmonia e equilíbrio, com isso, precisamos ensinar aos estudantes os fatores fundamentais da vida e a educação através das ciências ambientais, que é o primeiro passo em direção à sustentabilidade.

Tenta ser sábio, empresário de novas oportunidades, enfim, tenta ser superior a todos e a tudo, criador e vencedor. mas viver é um oficio , onde o resgate do passado  tem que estar sempre presente a seu futuro.

Como contaríamos para nossos filhos que nos residia a Rua da Padaria Elite, próximo a Igreja Matriz sendo que essas referencias se apagaram com as mudanças e os acontecimentos, entra a contradição, o antigo como moderno, onde as oportunidades se esbarram aos valores deixados, alagados nas águas do esquecimento, onde a dignidade humana ainda é muito forte.

Aí entra a cultura da morte, não sendo nós contra a ciência, pois reconhecemos sua importância  para resolvemos muitos problemas  e ate para concertar certas verdades, mas sim contra o modo como a ciência moderna foi erguendo muros  de particularidades que isolam, dos lugares de decisão sobre os rumos, as pessoas que formam a maioria dos seres humanos e sobre os quais recaem as decisões tomadas.

Temos que ir atrás de soluções que permitam nos fazer mais humanos numa sociedade mais justa e  sustentável.

Só conseguiremos enfrentar e vencer as dificuldades que a realidade nos apresenta se o nosso sonho for mais forte do que esta realidade. E a História está cheia de sonhadores que ousaram fazer com que seus sonhos fossem mais fortes e maiores que a realidade: Martin Luther King, Ghandi, Chico Mendes, Mandela, José do Egito. Foi com esses sonhos e por esses sonhos que deram o melhor de suas vidas, realizando neles os mais belos exemplos da História. Como que mostrando aos realistas que, se existe uma realidade a ser aceita, é o fato de que sempre foram os sonhadores que mudaram e preservaram o que há de melhor em todo o mundo, em todos os momentos.


Referências Bibliográficas


BARBOSA, Ana Mae. Teoria e prática da educação artística. São Paulo:Cultrix, 1975.
________.  Arte educação no Brasil. São Paulo:Perspectiva, 1978.
________.  Arte-Educação: conflitos/acertos. São Paulo:Editora Max Limonad, 1984.
________.  História da Arte-Educação. (org.) São Paulo:Editora Max Limonad, 1984.
________ e MARGARIDO SALES, Heloisa (org.) O Ensino da Arte e sua História. São Paulo:MAC-USP, 1990.
________. O Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (ed.). São Paulo:Círculo do Livro, 1990.
________. A Imagem no Ensino da Arte: anos 80 e novos tempos. São Paulo:Editora Perspectiva, 1991.
________, FERRARA, Lucrécia D'Alessio e VERNASCHI, Elvira (org.) O Ensino das Artes nas Universidades. São Paulo:EDUSP, 1993.
________. De Olho no MAC (org.) São Paulo:MAC-USP, 1992.
________.  (org.) Arte-Educação: leitura no subsolo. São Paulo:Editora Cortez,1997.
________.  Tópicos Utópicos. Belo Horizonte:Ed. Com/Arte, 1998.
________. A compreensão e o prazer da Arte. São Paulo:SESC:Vila Mariana,1998.
________.  A compreensão e o prazer da Arte: além da tecnologia. São Paulo: SESC Vila Mariana,1999.
________.  John Dewey e o ensino da Arte. São Paulo:Editora Cortez., 2001.

SOBRAL, F.A da F.(1993). Educação, Universidade e Sociedade. Universidade Federal        do Rio Grande do Sul, Porto Alegre – Brasil.

                  

SOBRAL, F.A. da F. e TRIGUEIRO,M “Limites e potencialidades da base técnico-científica”. In: SOBRAL, F.A. e FERNANDES, A.M. (orgs.). Colapso da ciência e tecnologia no Brasil. Rio de Janeiro, Relume Dumará, 1994.

 

FREIRE, Paulo. Educação como Prática da Liberdade, 19ª ed,, Rio: Paz e Terra, 1989.

________. Pedagogía del Oprimido, 8a ed., Buenos Ayres: Siglo Veintuno, 1973.

________. Educação e Mudança, 23ª ed., Rio: Paz e Terra, 1999.

________. Essa Escola chamada Vida, 7ª ed., São Paulo: Ática, 1991 (em co-autoria com Frei Betto).

________. Pedagogia da Esperança. Um reencontro com a Pedagogia do Oprimido, 5ª ed., Rio: Paz e Terra, 1998.

_______. Pedagogia da Autonomia, 6ª ed., Rio: Paz e Terra, 1997.