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Instrumentos de um Desenvolvimento Sustentável
- por MARIA CAROLINA C. HUERGO
- Publicados 28/07/08
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MARIA CAROLINA C. HUERGO
ARQUITETA URBANISTA PELA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Veja todos os artigos por MARIA CAROLINA C. HUERGOInstrumentos de um Desenvolvimento Sustentável
Como podemos indagar os princípios de uma civilização sustentável sem falar sobre a Agenda 21?
Muitas vezes os cidadãos desconhecem os princípios tão importantes que regem esse documento, cuja função social tem o poder de transpor certos impasses que se relacionam ao meio ambiente.
A Agenda 21 é um instrumento de planejamento estratégico, que foi construído com a contribuição de governos e instituições da sociedade civil de 179 países, em um processo que durou dois anos e culminou com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), no Rio de Janeiro, em 1992, também conhecida por Rio 92.
O documento em pauta se destaca como um importante compromisso sócio-ambiental em prol da sustentabilidade, que visa implementar um novo modelo de desenvolvimento sócio-econômico e ambiental, promovendo a orientação para a melhoraria da qualidade de vida das gerações futuras.
A Agenda 21 atua de forma global e local. Em sua formatação local, tem como objetivo servir de subsídio à elaboração e implementação de políticas públicas, orientadas para o desenvolvimento sustentável. Atua também como um instrumento de gestão democrática das cidades e validação social das propostas do Estatuto da Cidade e seus Planos Diretores.
Cidade Sustentável: Realidade ou Utopia?
Após a implementação de um instrumento que criou uma nova visão de organização sustentável, a Agenda 21, colocou em foco a importância das cidades e seu papel para o desenvolvimento sustentável.
A partir de um planejamento e a composição de cenários tendenciais, foi possível um estudo mais comprometido de ocupação do espaço urbano, visando o controle social, que reflete em práticas culminam num controle ambiental.
A proposição da Agenda 21 Brasileira, é o incentivo ao surgimento e reforço de cidades médias articuladas à pólos maiores, com preferência a projetos integrados, de menor custo e impacto sócio ambiental.
Todos os cidadãos precisam assumir os princípios da sustentabilidade, como eixo estratégico norteador de uma nova fase de mudança, adquirindo novos hábitos e atitudes, por exemplo, reduzindo o consumo de água e energia, escolhendo produtos locais, optar pelo transporte coletivo, gerar menos lixo, etc..
Um documento que incide de forma pontual e específica para cada município, tendo como objetivo apresentar uma nova linha de desenvolvimento planejado nas cidades é o Plano Diretor, que pode ser constantemente aperfeiçoado a cada dez anos.
A construção de um compromisso ético das gerações atuais em relação ao futuro demonstram as condições necessárias para uma forma mais equilibrada e harmônica de desenvolvimento, favorecendo uma política nacional voltada para a sustentabilidade das cidades brasileiras.





