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Ela está chegando!
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Rodrigo Galhano
Bacharel em Estudos de Mídia pela Universidade Federal Fluminense. Blogueiro responsável pelo Reviews HQ - http://gehspace.com/reviewsquadrinhos/ 
por Rodrigo Galhano
Publicado 23/07/08
 
A TV digital é tudo isso mesmo que estão falando? Mas afinal, o que vai mudar?

A chegada da TV digital no Brasil
    “Ela ta chegando!”. Muitos já devem ter ouvido isso na campanha de divulgação da TV digital. Assistindo essa campanha parece que vai haver uma verdadeira “revolução” no nosso modo de assistir TV. De fato algumas coisas irão mudar, mas não é tanto assim.
     A questão da interatividade ainda é muito nebulosa. Como podemos pensar em interatividade via TV quando temos a interatividade via internet, quais serão as diferenças? Será de fato interativo como na internet, onde podemos escrever e divulgar fotos e vídeos, ou será “interativo”, onde poderemos escolher o melhor ângulo da câmera no futebol ou ler notícias em tempo real?
     Outras qualidades do sistema de TV digital são o som e a imagem de DVD. De fato isso é bom. Mas isso é realmente motivo de tanto alarde? As concessões de TV estão nas mãos das mesmas emissoras. A programação dos novos canais que surgirão (um deles a TV Brasil e mais dois canais públicos e/ou estatais) ainda não está clara. Se tomarmos como base os canais públicos e estatais já existentes, não há muito motivo para ânimo.
    Assim como nos canais abertos, há uma ou outra coisa da programação que se aproveita. Nossa “liberdade de escolha” televisiva não terá muito ganho: Continuaremos com a mesma qualidade e variedade de programação. Essa é (ou era...) a hora do governo tentar democratizar o sistema de TV brasileiro permitindo que surgissem mais emissoras para que nós pudéssemos ter uma maior liberdade de escolha da programação, diminuindo o oligopólio da TV brasileira.
     Na queda de braço entre as emissoras e as empresas de telecomunicação pela escolha do sistema de TV digital, ganharam as emissoras, que preferiam o modelo japonês, em detrimento do modelo europeu, que permitiria que as empresas de telecomunicação entrassem no negócio. As emissoras, com medo da concorrência fizeram muita pressão, com medo de ter que enfrentar concorrência e ver diminuir ainda mais seus ganhos com publicidade, já que o bolo publicitário seria mais dividido, assim como a audiência. Na TV digital apenas uma coisa me parece já certa: Continuamos “escolhendo” entre “Faustão” e “Gugu”, porém com alta qualidade de som e imagem.