Acontece que um processo inclusivo não depende apenas dessas condições, talvez um de seus aspectos mais significativos, esteja sendo deixado de lado - a preparação dos agentes que irão conviver com as diferenças.
É necessário que se pense  na aceitação dessas diferenças dos colegas, pelos colegas e pela comunidade escolar. Torna-se evidente um esclarecimento em torno da utilização da palavra "diferente"  associada  a "deficiente" no contexto desta análise, alertando que um processo verdadeiramente inclusivo, contempla as deficiências e as diferenças - sejam elas físicas, sociais, raciais, religiosas, atitudinais, familiares, econômicas, culturais etc.
O ambiente escolar é rico em relações interpessoais e desde a mais tenra idade, as crianças se relacionam umas com as outras neste ambiente. Na educação infantil - de 03 a  06 anos - elas são mais receptivas, não se importam com diferenças entre os colegas, querem brincar, sujar, pular, cantar, gritar, enfim serem crianças.
Todavia, algumas famílias - talvez com intenção de proteger seus filhos - acabam transmitindo a eles certos preconceitos que os distanciam das demais crianças, É bastante comum em ambientes escolares, crianças ricas permanecerem distantes das pobres, loiras distantes das negras, magras distantes
das gordas, rebeldes distantes das calmas, serem rotuladas por diferenças religiosas e também por alguma deficiência física ou mental. É importante ressaltar que nessa fase, a maioria das crianças que age dessa maneira, apenas reproduz os ensinamentos familiares, porém com o passar do tempo, ela adota essa conduta por ter aprendido que esta é a melhor forma de se conviver em grupo. É necessário que o professor esteja atento ao comportamento de seus alunos, uma vez que nessa idade há muito o que se fazer para reverter  essas atitudes que poderão originar um cidadão altamente despreparado para receber uma pessoa diferente.
Uma instituição educacional que acredita no verdadeiro processo de Inclusão deve promover atividades diárias em que seus alunos desde a educação infantil, cultivem o respeito, o amor, cidadania, o cuidar de si e do outro, aceitação, companheirismo e tantos outros valores necessários a formação de um cidadão justo. Essas situações devem envolver toda a comunidade escolar, num movimento de reflexão e troca de experiências entre as famílias visando proporcionar conscientizações em torno do processo de se educar uma criança  para atuar numa sociedade inclusiva.
Se a criança pequena souber respeitar e conviver com as diferenças, consequentemente será um agente de transformação não somente no ambiente escolar, mas sim numa sociedade inclusiva.