Bullying estigmatiza também universitários
- Por Angela Adriana de Almeida Lima
- Publicado 22/07/08
- Educação
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Angela Adriana de Almeida Lima
Formada em Magistério -Graduada em Pedagogia com Habilitação em Supervisão Escolar pelo CESUBE - Pós graduada nas áreas de Psicopedagogia Institucional pela UCB; Docência Universitária pela UNIUBE e Inspeção Escolar pela FINOM. Atuo como professora na rede Estadual de Ensino, como Supervisora em uma Creche Comunitária, desenvolvo uma pesquisa sobre "Bullying" e ministro mini cursos e sobre os temas Bullying e "Respeitando e Convivendo com as Diferenças. http://www.angelaadriana.com.br
Ler outros artigos de Angela Adriana de Almeida LimaBullying atinge estudantes de diversos níveis
Em instituições educacionais, geralmente o Bullying é mais evidenciado entre as faixas etárias de 07 a 18 anos, o que não descarta essa prática no Ensino Superior.
O trote universitário é um exemplo claro dessa afirmação, nele o "bicho" é exposto a situações ridículas chegando, em alguns casos, a ser torturado fisicamente e mesmo quando ocorre de forma solidária (com doações de alimentos e outros objetos), não perde a característica de Bullying, em que a vítima concorda para não ficar antipatizada pelo grupo. Em ambientes universitários governados por pessoas insensíveis à violência, essa situação é vista como processo natural e constantemente ignorada.
Atitudes abusivas por parte da equipe docente que utiliza as avaliações para punir e alienar os estudantes, também estão presentes no nível superior. Outras situações comuns são as pressões psicológicas sofridas quanto à produção de Trabalhos Científicos, em que alguns orientadores - super valorizando as hierarquias - cometem verdadeiras atrocidades com seus orientandos, chegando inclusive a inibir a utilização das obras de determinados autores, travando a produção do pesquisador.
Preconceitos de raça, cor, sexo, sexualidade, classe, gênero, nacionalidade, religião, credo, cultura, família,
discriminação contra bolsistas e cursistas de outras áreas - principalmente das licenciaturas - também permeiam o Ensino Superior.
É necessário que os envolvidos com a educação se conscientizem sobre a gravidade desse problema e elaborem estratégias que envolvam o ambiente educacional e a sociedade. Ações que despertem os alunos e professores para os valores humanos - que atualmente se encontram desvinculados da vida das pessoas e pouco valorizados nos ambientes escolares - devem ser contempladas nessas estratégias.
Acreditar que estudantes universitários apresentam uma capacidade maior de defesa é, um equívoco da parte do docente, pois eles necessitam de apoio, respeito e amor como todo cidadão, e quando perdem sua dignidade, sofrem e, consequentemente, agridem, ignoram, discriminam, matam e suicidam, passando de vítima para agressor, mantendo assim, o ciclo vicioso do Bullying. É comum a transmissão em noticiários de TV, ou jornais impressos, de casos de estudantes que invadem as instituições onde estudam, atiram e matam pessoas. Na maioria desses casos, o "assassino" sofre ou sofreu algum tipo de Bullying neste ambiente.
A marginalização social em universidades é uma característica comum nos protagonistas do Bullying, que está diretamente ligado a desigualdades de poder e apresentam consequências para além do Ensino superior, se estendendo por todos os segmentos da sociedade e adotar ações que inibam essa prática é responsabilidade de todos.
O trote universitário é um exemplo claro dessa afirmação, nele o "bicho" é exposto a situações ridículas chegando, em alguns casos, a ser torturado fisicamente e mesmo quando ocorre de forma solidária (com doações de alimentos e outros objetos), não perde a característica de Bullying, em que a vítima concorda para não ficar antipatizada pelo grupo. Em ambientes universitários governados por pessoas insensíveis à violência, essa situação é vista como processo natural e constantemente ignorada.
Atitudes abusivas por parte da equipe docente que utiliza as avaliações para punir e alienar os estudantes, também estão presentes no nível superior. Outras situações comuns são as pressões psicológicas sofridas quanto à produção de Trabalhos Científicos, em que alguns orientadores - super valorizando as hierarquias - cometem verdadeiras atrocidades com seus orientandos, chegando inclusive a inibir a utilização das obras de determinados autores, travando a produção do pesquisador.
Preconceitos de raça, cor, sexo, sexualidade, classe, gênero, nacionalidade, religião, credo, cultura, família,
É necessário que os envolvidos com a educação se conscientizem sobre a gravidade desse problema e elaborem estratégias que envolvam o ambiente educacional e a sociedade. Ações que despertem os alunos e professores para os valores humanos - que atualmente se encontram desvinculados da vida das pessoas e pouco valorizados nos ambientes escolares - devem ser contempladas nessas estratégias.
Acreditar que estudantes universitários apresentam uma capacidade maior de defesa é, um equívoco da parte do docente, pois eles necessitam de apoio, respeito e amor como todo cidadão, e quando perdem sua dignidade, sofrem e, consequentemente, agridem, ignoram, discriminam, matam e suicidam, passando de vítima para agressor, mantendo assim, o ciclo vicioso do Bullying. É comum a transmissão em noticiários de TV, ou jornais impressos, de casos de estudantes que invadem as instituições onde estudam, atiram e matam pessoas. Na maioria desses casos, o "assassino" sofre ou sofreu algum tipo de Bullying neste ambiente.
A marginalização social em universidades é uma característica comum nos protagonistas do Bullying, que está diretamente ligado a desigualdades de poder e apresentam consequências para além do Ensino superior, se estendendo por todos os segmentos da sociedade e adotar ações que inibam essa prática é responsabilidade de todos.
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3 Comentários em "Bullying estigmatiza também universitários" 
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comentou em 13 Aug 2008 3:54:35 AM PDT
Este artigo traz uma reflexão que ainda não tinha pensado. Gostei muito e é ate um alento para nós ficarmos em alerta, para não contribuir com estas ações. Parabens!!!
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comentou em 23 Jul 2009 11:12:28 AM PDT
Respeito o trabalho da professora e acho o tema de extrema relevancia, mas considero que o artigo é apenas de opinião, pois falta ao mesmo dados de pesquisas e referencias científicas que possam efetivamente comprovar os dados apresentados. Estou fazeno uma vasta pesquisa sobre as intervenções para o bullying, especialmente no Brasil e tenho tido muita dificuldade em encontrar dados e ações verdadeiramente concretas para conter este tipo d eviolência.
Mesmo assim parabenizo a atitude de quem se importa e quer ajudar. |
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comentou em 23 Jul 2009 2:37:48 PM PDT
João, este artigo é uma opinião fundamentada em obras lidas, todavia não há citações diretas ou indiretas no corpo do texto, o que o dispensa de dados bilbliográficos. Sou pesquisadora e também palestrante sobre este tema. Em meu perfil acima tem o endereço do meu site www.angelaadriana.com.br e nele você encontrará um artigo falando sobre Bullying no Ensino Superior, Que por sinal foi publicado pela FAZU de Uberaba, e sendo este um artigo científico, exige citações e referências. Acredito que o mesmo possa ajudá-lo, caso contrário, entre em contato comigo por e-mail aaa.lima@gmail.com. João, mas revistas relacionadas ´educação sempre abordam este tema, jornais, sites e outras obras citadas neste artigo que lhe sugeri. E vale a pena lembrar que o tema ainda, infelizmente, é novo e não conta com muitas obras literárias.
Espero tê-lo ajudado. Um abraço |

Autor)

