Em instituições educacionais, geralmente o Bullying é mais evidenciado entre as faixas etárias de 07 a 18 anos, o que não descarta essa prática no Ensino Superior.
O trote universitário é um exemplo claro dessa afirmação, nele o "bicho" é exposto  a situações ridículas chegando, em alguns casos, a ser torturado fisicamente e mesmo quando ocorre de forma solidária (com doações de alimentos e outros objetos), não perde a característica de Bullying, em que a vítima concorda para não ficar antipatizada pelo grupo. Em ambientes universitários governados por pessoas insensíveis à violência, essa situação é vista como processo natural e constantemente  ignorada.
Atitudes abusivas por parte da equipe docente que utiliza as avaliações para punir e alienar os estudantes, também estão presentes no nível superior. Outras situações comuns são as pressões psicológicas sofridas quanto à produção de Trabalhos Científicos, em que alguns orientadores - super valorizando as hierarquias -  cometem verdadeiras atrocidades com seus orientandos, chegando inclusive a inibir a utilização das obras de determinados autores,  travando a produção do pesquisador.
Preconceitos de raça, cor, sexo, sexualidade, classe, gênero, nacionalidade, religião, credo, cultura, família,
discriminação contra bolsistas e cursistas de outras áreas - principalmente das licenciaturas -  também permeiam o Ensino Superior.
É necessário que os envolvidos com a educação se conscientizem sobre a gravidade desse problema e elaborem estratégias que envolvam o ambiente educacional e a sociedade. Ações que despertem os alunos e professores  para os valores humanos - que atualmente se encontram desvinculados da vida das pessoas e pouco valorizados nos ambientes escolares  - devem ser contempladas nessas estratégias.
Acreditar que estudantes universitários apresentam uma capacidade maior de defesa é, um equívoco da parte do docente, pois eles  necessitam de apoio, respeito e  amor como todo cidadão, e quando perdem sua dignidade, sofrem e, consequentemente, agridem, ignoram, discriminam, matam e suicidam, passando  de vítima para agressor, mantendo  assim, o ciclo vicioso do Bullying. É comum a transmissão em noticiários de TV, ou jornais impressos, de casos de estudantes que invadem as instituições onde estudam, atiram e matam pessoas. Na maioria desses casos, o "assassino"  sofre ou sofreu algum tipo de Bullying neste ambiente.
A marginalização social em universidades é uma característica comum nos protagonistas do Bullying, que está diretamente ligado a desigualdades de poder e apresentam consequências para além do Ensino superior, se estendendo por todos os segmentos da sociedade e adotar ações que inibam essa prática é responsabilidade de todos.