O Nascimento do Brasil
- por Neri P. Carneiro
- Publicados 25/06/08
- História
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Neri P. Carneiro
Mestre em Educação pela UFMS. Especialista em Educa-ção; Especialista em Didática do Ensino Superior; Especia-lista em Teologia; Professor de História e Filosofia na rede estadual, (R. Moura – RO). Filósofo; Teólogo; Historiador; Professor de Filosofia e Ética na Faculdade de Pimenta Bueno (FAP). Jornalista e produtor e apresentador de pro-grama radiofônico; colunista no jornal Folha da Mata (R. Moura-RO) e nos sites
O nascimento do Brasil
O nascimento do Brasil
Neste 2008 é interessante que façamos mais uma revisão da história, começando justamente com a indagação: Desde quando existe o Brasil?
Depende da intenção e da ótica da pergunta. O continente americano é bem antigo. O nome Brasil é bem mais recente. Antes era Pindorama, foi Ilha de Vera Cruz, foi Terra de Santa Cruz. Virou Brasil. E virou Brasil por causa da presença do colonizador, branco, europeu que aportou em terras do Brasil em abril de 1500.
Não é nenhum segredo de Estado o fato de que desde os primeiros anos até o século XIX, nosso país não passava de uma colônia portuguesa. Essa situação só mudou com a controvertida chegada da família real, ocorrida em 1808, fugindo dos exércitos de Napoleão Bonaparte e apoiada pela marinha inglesa. A inauguração da nova fase da história deste “país tropical, bonito por natureza” teve por base um dilema: ver Lisboa invadida pelas tropas francesas ou vê-la bombardeada pela marinha inglesa?
Podemos dizer que nesse contexto e com esse episódio pitoresco e grotesco, sem deixar de ser hilariante, foi que o Brasil realmente nasceu. A partir disso a colônia passou a ser a sede do reino. Quase que se invertem os papéis!
Em síntese, um episódio europeu deu origem a um novo país, que não nasceu pronto, mas se fez em poucos anos, pois em 1822 se fez independente e logo depois uma república. Mas nada exclui a afirmação de que o Brasil nasceu pelo avesso. Desde o descobrimento e ao longo dos séculos os grandes eventos da história do nosso país se fizeram em função de interesses externos.
Como lemos em qualquer livro didático, a presença da nobreza portuguesa fez nascer várias inovações, as quais foram introduzidas no país, não porque os portugueses gostassem daqui, mas por necessidade administrativa.
Como manter a sede do reino e suas bases econômicas sem uma sede bancária? Daí o nascimento do Banco do Brasil! Como impressionar os visitantes estrangeiros, só com a exuberância das florestas? Daí a criação de bibliotecas, museus, jardim botânico e acolhida às “missões artísticas” e “filosóficas”! Como movimentar a economia? Daí a abertura dos portos ao comércio e instalação de indústrias, antes proibidas! Como instalar a corte em meio à mata e a charcos? Daí o processo de urbanização, drenagem e edificação de residências, inicialmente tomadas aos antigos moradores! Como tratar os achaques tropicais que vitimavam os europeus? Daí a criação da escola de medicina!
Não é demais reiterar que em todos esses períodos e episódios da história nacional não estiveram presente os interesses da população brasileira, mas os das elites portuguesas, representadas pela nobreza e comerciantes; e nacionais, representadas principalmente pelos fazendeiros.
Alguns anos após a chegada e instalação da corte, no Rio de Janeiro, e finda a “ameaça” napoleônica manifestaram-se algumas divergências e conflitos
Não foi, exatamente um “samba do crioula doido”, mas antes de ser mais provado nos conflitos, d. Pedro, que já era primeiro, precisou voltar para Portugal deixando seu filho, ainda menino, para assumir o trono mais tarde e assegurar a posse do grande latifúndio, chamado Brasil. Por isso o jovem país ficou sendo administrado por regentes. Mas os governos regenciais não deram conta de segurar a barra de administrar a grande fazenda do novo imperador, para o imperador. Por isso adiantaram sua maioridade.
Mesmo assim os problemas, as crises políticas, as intrigas palacianas e o crescimento da oposição ampliaram a situação de desconforto. Dessa forma não porque o povo estivesse querendo, nem porque entendesse ser essa uma necessidade a república se fez, em 1889. Também sem o brilho cívico que se vê nas telas pintadas por encomenda, mas pela voz tremulante de um marechal adoentado. Segundo pesquisas recentes, Deodoro fora tirado da cama, pois estava enferomo, para ler a Proclamação da República.
Assim, o embrião que começara a se formar em 1500, teve um período de gestação de 3 séculos. O parto da nova nação se realizou entre crises e avanços ocorridas no período de
Em razão disso tudo é que podemos dizer que o Estado Brasileiro, neste 2008, completa 200 anos. Nasceu com a chegada da família real e ao passar a ser sede do Reino.
Mesmo que não se façam grandes comemorações, como as que ocorreram pelos 500 anos do “achamento” (como diz Caminha na carta ao rei), é importante, que façamos a revisão de nossas impressões sobre nosso país, pois foi assim que nasceu o Brasil.
Neri de Paula Carneiro – Mestre em Educação
Mestre em educação, Filósofo, Teólogo, Historiador
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5 respostas para "O Nascimento do Brasil" 
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disse isso no 21 Oct 2008 11:20:05 AM PDT
é bom mais poderia ser melhor concerteza
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disse isso no 24 Nov 2008 5:33:46 AM PDT
Eh!!!poderia ser melhor
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disse isso no 26 Nov 2008 12:29:30 PM PDT
Lendo antigos como esse enriquecemos nossos conhecimentos sobre nossa história...parabêns pelo texto.
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disse isso no 11 Feb 2009 11:13:06 AM PDT
Muito bom esse artigo!
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disse isso no 05 Apr 2009 6:54:09 AM PDT
mais que queria saber a raiz dele. tem como ?
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