Progressão Continuada
O ambiente da sala de aula não é isolado do mundo, é necessário
discutir as desigualdades sociais na escola para que possamos garantir
os cidadãos do futuro com a consciência de seus papéis na história.
Ao longo das décadas, priorizamos o ensino conteúdista e desprezamos o
ensino da cultura e da ética. Hoje, o aluno absorto em tecnologia tem
que conhecer também a cultura de sua região.
Assim, acabamos de enfrentar um debate: a educação brasileira foi
discutida em âmbito nacional pela segunda vez (o primeiro debate
ocorreu em 1961) e, por meio da Lei n° 9394 (de 20 de Dezembro de
1996), foram traçadas as novas diretrizes e bases da educação
brasileira. Nos Parâmetros Curriculares Nacionais, estabelecidos
através desta lei, no artigo 26, consta o currículo de base para o
ensino infantil, fundamental e médio.
A LDB (Lei de Diretrizes e Bases) permite às escolas flexibilidade para
alcançar seus objetivos e assim institui-se a Progressão Continuada.
Por meio da deliberação de 1997, o Estado de São Paulo passou a adotar
no ensino fundamental a Progressão Continuada, dividindo os períodos em
ciclos.
Vamos tentar entender são essas mudanças que buscam a formação do novo
individuo.
1. Parâmetros Curriculares Nacionais
Os Parâmetros Curriculares Nacionais foram criados em dezembro de 1996,
através do Ministério da Educação, com a intenção de nortear e garantir
a formação básica comum. Buscam unificar os Currículos Escolares para
que nenhum individuo tenha uma educação deficitária.
O Currículo Escolar é um projeto que estabelece um elo entre os
princípios e a prática, incluindo tanto a matéria a ser ministrada
quanto as características da região. Torna-se, assim, um roteiro para
orientação do professor.
Formado por uma base nacional comum, tanto para o ensino médio quanto
para o fundamental, contêm: Língua Portuguesa, Matemática, Ciências
(Química, Física e Biologia), Historia e Geografia, além do ensino de
Artes, Educação Física, Língua Estrangeira Moderna e, facultativo,
Ensino Religioso.
Mas sua face mais inovadora é à parte diversificada, que busca atender
as exigências regionais. Estão inclusos os temas transversais para
garantir a formação do cidadão, onde serão tratados assuntos como
Orientação Sexual, Meio Ambiente, Saúde e Ética. A inclusão fica a
cargo da escola, que decide o que é mais conveniente.