Sou graduado em História pelo centro Universitário de Sete Lagoas. Trabalho na rede Privada de Ensino da cidade de sete Lagoas e realizei pesquisas na área de Antropologia da Educação, na qual pretendo começar um mestrado partido desse trabalho. Busco perceber a influência do Capitalismo pós-moderno nos alunos da rede privada de ensino. Sou formando também Agropecuária (técnico) pelo CEFET - Rio Pomba Os limites políticos, econômicos e democráticos na América Latina.
As análises realizadas na América Latina com relação aos setores econômicos e sociais precisa-se levar em consideração alguns aspectos básicos para fazer um roteiro conceitual e de livre arbítrio com relação à América Latina Contemporânea.
Partiremos do princípio o pós-guerra, em qual perspectiva os países da América Latina se inserem nesse contexto. Partindo dessas análises podemos definir às situações políticas e democráticas. De acordo com a bibliografia utilizada essas perspectivas devem ser feitas a partir da 2ª Guerra, onde temos no mundo, um período de redemocratização e politização, ou seja, tanto na Europa, Ásia e mesmo na América Latina, sofreram influências muito generosas, partindo dos dois grandes blocos (socialista e capitalista) no pós – guerra, dando início assim a Guerra Fria. Inevitavelmente o fim da Guerra da uma alavancada na economia da América Latina, de certa forma se encaixa no eixo político do sistema.
Nesse contexto existe uma nova democracia e uma nova prosperidade, tendo como base de apoio à economia mundial. No plano político observa-se um certo jogo de interesses por parte dos E.U. A na América Latina, partindo dos anos de 1949, com um tema base, de ajudar as nações amigas, espantar o fantasma do comunismo e ajudar os países
Existe um claro interesse americano no que concerne na postura nacionalista de alguns governos, daqueles países que se afastam da política americana. Outro fator é a disponibilidade de recursos minerais da região, ou em caso de guerra com a União Soviética, tenha um maior controle sobre, temendo uma possível perda de contato. A defesa da democracia na América Latina é rompida quando o governo norte americano apóia golpes militares na Venezuela, Peru e Cuba, na tentativa de banir o espírito comunista.
Na Argentina (Peronismo), temos um pais agrário e sem expansão agrícola, nesse momento há um fechamento de mercado externo para os produtos primários, gerando falta de divisas para pagar as importações de bens requeridos pela indústria local e pelo mercado consumidor. O plano político argentino passa por constantes crises, caindo na dependência americana. No intuito de viabilizar um plano industrial. Essa política externa é vista com bons olhos para o governo americano, pois a constitui como um membro forte de nível médio (segurança doméstica). Nos anos de 1954/55 foi autorizada à entrada de capital estrangeiro destinados a indústria automobilística e química.
Com a recuperação européia, as exportações dos produtos primários se retraem, nesse momento as margens de uma manobra do governo para alterar os rumos da política interna e externa estavam substancialmente reduzidos, e a política de conciliação de classes não encontrava mais espaço no momento em que a crise pôs à nocaute o seu modelo econômico.
Victor Paz encontrou uma Bolívia em processo de crises econômicas, político e sociais. Momento atraente e propicio para os Estados Unidos se apossarem de uma ajuda econômica e futuramente monopolizar o controle do estanho que representa 40% do PIB boliviano. Existe uma tentativa de romper com as oligarquias do minério. Em 1930 e colocando em xeque as oligarquias. Apesar das tentativas reformistas ensaiadas pelos governos anteriores, a estrutura econômico-social boliviana permaneceu inalterada.
“Operação Êxito” com o argumento de combate a crescente infiltração comunista no governo de Arbenz e os perigos que isso representava para a estabilidade na Guatemala. Formou-se então um exército de libertação, formado por mercenários nacionais e estrangeiros. O medo comunista rondava o governo de Arbenz. O período de mudanças na Guatemala no campo político se iniciava com Juan Arevalo com a criação de condições adequadas para o controle nacional dos instrumentos da política econômica e social. O governo norte – americano se volta contra a Guatemala e sua influência comunista, no geral, os E.U.A bombardeia o país, com uma forma de acabar com o foco do comunismo na América Latina.
As limitações políticas na América latina são barradas por pretensões americanas fazendo assim seu parque de interesses e intenções, em perspectivas atuais não é recente a tentativa americana de implantar bases militares tanto no Brasil quanto
Análise político - democrático (caso Chileno)
O estudo do caso chileno tem levamos em consideração, em até que ponto a prática intelectual pode romper com o conflito, e se é válida a sua intervenção política. Tanto no campo político a atuação dos intelectuais vem em defesa da democracia da América Latina, no momento em que o estado se fecha e é contrario aos ideais dos intelectuais, estes porém se forjam em forma de pressões e reivindicações, pois assumem um papel de analistas do sistema. A nação não veio somente somar-se ao estado. Contrariamente o estado enclausurou-se à nação como sua criação mais esmerada e como responsabilidade direta entre suas atribuições.
Cabe ao intelectual no campo político, analisar as veias da democracia de um sistema político. O regime militar estabeleceu campos limitados (décadas de 70e 80). Aqueles que foram banidos do sistema criaram centros de estudos para avaliar o impacto do regime autoritário e as suas ações. Neste caso, o Chile, pode se perceber como a ditadura afeta a sociedade com um regime antidemocrático e excludente. A partir desses traços a intelectualidade latina americana passou a condenar o regime.
A democracia era vista, revisada e concebida a partir de um novo olhar. A esperança de uma construção socialista se vê cada vez mais rebaixada e enclausurada nas garras do regime. A revalorização da democracia e a possibilidade de um futuro socialista é ultrapassada pela ordem autoritária política. Seria inevitável não perceber na América Latina o sentido da democracia, ficando sempre a margem e em um setor secundário, esbarrando assim seu desenvolvimento.
Nesse momento a política chilena era concebida não como uma construção de sujeitos histórico, mas sim como uma imposição do poder. A partir dessas análises os intelectuais entram com o argumento que era preciso sair da ditadura para se pensar em uma construção democrática, ultrapassando assim alguns traumas passados, sendo um trabalho árduo e longo.
O projeto revolucionário chileno e a luta a favor da democracia tomaram rumos e figurou nas analises de Hobbes (o Leviatã) sendo um monstro que exterminava seus adversários. As revoluções teriam que impor a força como forma de extermínio. Sendo assim a história assume um tom apocalíptico e não se banaliza, o significado de mudanças importantes, mas que ocorrem de maneira mais imperceptível. Todas as transformações são lentas e graduais, nesse processo quanto menor fosse o grau de incertezas e insegurança, mais viável tornaria a implantação de um programa de transformação, que gerou uma transição governista impondo uma democracia restrita.
O tipo singular de democracia esteve regulado por mecanismos de proteção dos privilégios políticos da ditadura militar, no caso chileno tiveram um grau de democratização insatisfatório. Segundo análises de alguns autores, a democracia chilena apoiava-se, até o golpe militar em partidos políticos fortes que atuavam como a coluna vertebral do sistema político. Partindo daí, os partidos foram banidos, e não mais conseguiram representar as demandas sociais.
A transição política disparou-se com uma nova cultura política, a sociedade chilena careceu de talento para a política dos pactos. A realidade do projeto neoliberal criou uma sociedade fragmentada, não se poderia levar a diante nenhum movimento social capaz de por em xeque o sistema de dominação. O liberalismo real chileno gerou um mecanismo de manutenção da ditadura, sendo a ação conjunta que torna a política eficaz. Para finalizar: “a realidade chilena clamava por um tipo de conhecimento cientifico que pudesse auxiliar na construção de projetos alternativos para que uma democracia se instalasse nos pais” 1.
Perspectivas econômicas: Latina Americana
As perspectivas econômicas da América Latina são bastante complexas, pois depende do ângulo que se analisa. Primeiro, os países latinos não constituíram profundamente reformas de base e agrária, para dar um maior subsidio ao trabalhador, nesse setor precisava ser mais efetivo e atuante. O setor agrícola é o que em certa forma alavanca a economia dos países com raras exceções (México e Brasil). No caso especifico do Brasil a industrialização é bastante ínfima em relações a níveis europeus e dos E.U.A. Mas no que concerne à tecnologia de ponta ficamos um pouco deparados, com um distanciamento com relação às regiões citadas anteriormente, incluo nesse grupo países da Ásia (Japão, Coréia do sul, China, etc.)
Seria necessário esse fator que estabelecesse um Boom na economia Latino Americana, necessitamos de alta tecnologia e de excelente qualidade, fato este que continuamos em passos lentos. Segundo, os problemas sociais e políticos é inevitavelmente o lastro da América Latina, mas segundo a lógica capitalista, para existência de ricos sempre é necessário pobres. Nesse sentido ficamos deparados com essas perspectivas, qual seria melhor solução emergencial para alterar a situação.
Uma perspectiva que podemos analisar é a questão do socialismo. Não vejo como uma solução emergencial dos problemas Latinos. Na tentativa de romper as alianças do capitalismo, pode de certo ponto desvincular a sociedade e a política, desregrando de vez a economia. Todavia é inegável que este processo caminha em paralelo com a ampliação da instabilidade sistêmica da economia mundial além da criação de desequilíbrios em determinados circuitos e países cujos desdobramentos ainda não são totalmente previsíveis.
A globalização também foi um fator que podemos analisar. É sabido que ela foi benéfica para os países de maior porte pela forma implementada e substituída por não ser inerentemente adequada a sua estrutura produtiva e com um grau de complexidade sócio econômico. Nesse cenário neoliberal, o Chile foi o primeiro pais da América Latina a adotar a política neoliberal.
Assim, apesar de forte “modernização” por que passaram as economias latino americanos nos últimos 15 anos, persiste na região um quadro grave e crescente de miserabilidade das suas sociedades. No cenário liberal nos deparamos em um grande impasse, ou aprofundar e radicalizar o padrão neoliberal em busca da miragem ainda que se acena por parte dos mais conservadores, ou buscar caminhos outros que propiciem um desenvolvimento sustentado, a exemplo dos que estão sendo percorridos por vários países asiáticos, com bastante êxito. 2
Notas:
1 - FEDRIGO, Fabiana se Souza. Estudos de Historia na América Latina – São Paulo: editora da UNESP, 2000.
2 – DUPAS, Gilberto. América Latina no inicio do século XXI: perspectivas econômicas sociais e políticas – Rio de Janeiro: Editora da UNESP, 2005.
Bibliografia:
DUPAS, Gilberto. América Latina no inicio do século XXI: perspectivas econômicas sociais e políticas – Rio de Janeiro: Editora da UNESP, 2005.
FEDRIGO, Fabiana se Souza. Estudos de Historia na América Latina – São Paulo: editora da UNESP, 2000.
HOBSBAWM, Eric. A era dos extremos: o breve séc. XX. São Paulo, Cia das Letras, 1995.
LOBO, Eulália Maria Lahmeyer. América Latina Contemporânea. Modernização/ desenvolvimento/ dependência – Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1970.