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VIVER É INOVAR
- por Márcio Nobre
- Publicados 13/06/08
- Administração
- Não Avaliado
Márcio Nobre
Bacharel em Comunicação Social - PUCRS; Especialista em Planejamento, Marketing e Vendas pela PUCRS; Auditor em SGI (ISO 9001 / ISO 14001 / OHSAS 18001); Especialista em Metodologia de Ensino pela BOU e Multiply pela ICODE – International;Especialista em Desenvolvimento Cognitivo,Integração e Metodologias de Vivências (T.E.A.L.); Apresentador de Treinamentos em Cooperação com diversas Organizações de Ensino; Facilitador em projetos de Gestão do Conhecimento; Instrutor, Palestrante e Consultor de Negócios da J.A.Nobre Consultores Associados;Atuou como Gestor de equipes de Vendas e Atendimento.Co-autor do E-book "Afie o Seu Machado - 20 Histórias para Aperfeiçoar e Desenvolver a Sua Carreira"; Autor de diversos artigos sobre Marketing; Mudanças, Q.I.O; Turismo e Atendimento.
Veja todos os artigos por Márcio NobreO Desafio da Inovação
Márcio Nobre - www.janobre.com.br
A Inteligência Organizacional é o componente humano de maior valor para as organizações. Colaboradores devidamente lapidados e comprometidos com a empresa geram indubitavelmente resultados expressivamente positivos.
Embora alguns empresários acreditem que ampliar a taxa de empregabilidade de seus colaboradores possa ser um caminho de duas vias e que uma dessas vias seja o investimento na qualificação de profissionais para que outras empresas os capturem, o sucesso obtido através da melhoria contínua dos conhecimentos dos colaboradores é extremamente compensadora e diferencia as empresas que encontram-se no ciclo da sobrevivência daquelas que vivem o ciclo da inovação.
O ciclo da sobrevivência é fadado ao fracasso. Quando as empresas estão neste ciclo os objetivos já se perderam, as lentes que ajustam o foco estão embaçadas e o compromisso é uma corrida contra o relógio para apagar incêndios por meio de medidas paliativas. O abandono para com o capital humano é explícito e as fontes minguam e estão prestes da extinção.
Já o ciclo da inovação é o caminho para vitórias sucessivas. Para as felizes empresas que vivem este ciclo, a inovação é um bem organizacional, caracteriza-se pela habilidade em flexibilizarem-se na busca dos seus reais objetivos e confiam na ampliação do seu Q.I.O (Quociente de Inteligência Organizacional) como estrutura sustentável. A inovação é o oxigênio, a consciência e a maturidade organizacional que levam as organizações vencedoras a assim continuarem sendo.
A inclusão no ciclo da inovação necessita de alguns passos fundamentais para a sua efetivação. O primeiro e mais evidente passo é permitir-se e tornar-se aberto a mudanças. Essa constante pessoal e profissional é a porta de entrada para a inovação.
A visualização inteligente do ambiente é o passo seguinte. É preciso um auto-exame da essência a que organização se propõe (visão interna). Somada a pesquisa e a análise do ambiente externo através de históricos, presente e antevisões (visão externa), as coordenadas tornam-se visíveis e viabilizam a aplicabilidade do terceiro passo.
Este passo é composto de dois elementos que se condicionam, a criatividade e o conhecimento. A criatividade é o dom que todos possuem, mas que nem todos o ampliam e o desenvolvem. O conhecimento torna-se um dom na medida em que o conquistamos. É dotado de um infindável recipiente onde armazenamos as informações que absorvemos em nossa captação construtiva. No ciclo
As ações cooperadas conferem ao ciclo da inovação a longevidade. É evidente que a organização precisa ser competitiva, mas isso não lhe permite a voracidade instantânea que gera resultados imediatos e aniquila com parcerias constantes. Os peixes precisam crescer para serem pescados.
Este passo é composto da seguinte fórmula: cooperação competitiva + inovação = evolução.
A cooperação competitiva é baseada na flexibilidade que gera alianças duradouras, somada a criatividade, atingi-se o nível evolutivo ao qual o ciclo da inovação se propõe.
Suplantadas por algumas ações imprescindíveis este é sem dúvida um “set” para a trilha da vitória. Sim, é uma trilha, pois todos os dias as mudanças podem fazer com que os melhores caminhos sejam de maior ou menor tortuosidades.
O “set” para o ciclo da inovação precisa ser suportado por comunicações eficazes. Estas comunicações precisam ser transparentes, permanentes e que sigam vias como uma rosa dos ventos de ida e volta. Os captadores (pesquisadores) precisam ser desenvolvidos para que o suporte ao ciclo esteja constantemente atualizado. A percepção de que todos são captadores precisa ser despertada. Cada colaborador é um pesquisador e precisa desenvolver a habilidade em capturar informações. As informações estão disponíveis, mas nem todos estão “ligados’ para as captar, assimilar e agir de acordo com a sua absorção.
A formação de colaboradores “ligados” passa pela qualificação permanente dos mesmos. Essa qualificação desencadeia uma tríade de responsabilidade. Ela acontece da seguinte maneira:
1.º A empresa investe no colaborador (treinamentos / benefícios / segurança);
2.º O colaborar se desenvolve e aumenta a capacidade de gerar melhores resultados para a organização;
3.º Os resultados surgem expressos em crescimento e solidez organizacional.
Com isso, o ciclo da inovação passa a reger a organização de maneira positiva e estruturada. A chave para desenvolver é semear, reciclar e retomar.
Com a concepção do “set’ em soma aos componentes do suporte, o passo inicial está dado e então é hora de planificar com datas que permitam as realizações de forma realista (mas lembre-se de ter planos “B” – visão pessimista e otimista) e agir com um sentimento auto-motivador do tipo “eu posso fazer mais”.
E assim, o “Desafio da Inovação” está em suas mãos. Cabe a cada um escolher continuar em uma cada vez mais insegura zona de conforto ou no universo daqueles que são e que fazem a diferença.




