O ronco é a forma clássica do organismo se expressar diante de uma dificuldade respiratória que ocorre durante o sono. 

O problema começa a se agravar quando esses ruídos estão acompanhados de repetidas pausas na respiração (apneias) que tem duração mínima, em adultos, de 10 segundos. A apneia obstrutiva do sono pode atingir ambos os sexos em qualquer faixa etária, entretanto, é mais comum em homens acima do peso por volta dos 40 anos e mulheres pós menopausa. As consequências a médio e longo são quadros graves de sobrecarga cardiorespiratória em função da queda dos níveis de oxigênio no sangue. Sonolência excessiva durante o dia, baixo desempenho intelectual e sexual, dificuldade de concentração, de memorização, cansaço crônico, sono agitado e irritabilidade são sintomas perceptíveis que podem levar a pessoa a procurar ajuda de um especialista.
 
1. Quais os tipos de tratamento para ronco e apneia do sono? Existem diversas técnicas de tratamento para o ronco e a apneia do sono que podem ser aplicadas em função da gravidade e das particularidades de cada pessoa. A indicação do tratamento depende do diagnóstico médico associado ao laudo de polissonografia que é um exame específico utilizado para os distúrbios do sono e considerado padrão ouro. A polissonografia, conhecida também como exame do sono é importante para diagnosticar os distúrbios do sono, classificá-los e para acompanhar a evolução do tratamento proposto. De forma geral, os tipos de tratamento para ronco e apneia do sono incluem: • Emagrecimento e Higiene do Sono; • CPAP - máscara nasal; • Aparelhos Bucais de avanço mandibular; • Cirurgias; • Combinação dessas terapias.
 
2. O que é necessário fazer para utilizar um aparelho bucal? Inicialmente, é preciso fazer uma avaliação com o Médico de Sono e em seguida com um dentista capacitado para atuar com distúrbios do sono e verificar as condições bucais para a fabricação do aparelho. De acordo com cada caso, o dentista poderá solicitar alguns

exames complementares tais como: radiografia dos dentes, da face e das articulações.
 
3. Qualquer pessoa pode usar um aparelho bucal? Existem algumas restrições para o uso dos aparelhos bucais de avanço mandibular que podem ser: • pessoas com problemas de cárie, gengiva, canal ou articulação (ATM); • pessoas com poucos dentes por arcada ou que utilizam prótese total (dentadura), principalmente, inferior; • pessoas obesas com Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 35 kg/m2;

4. Como funciona o aparelho bucal para ronco e apneia? O aparelho é encaixado nos dentes das arcadas superior e inferior. Todos os dispositivos bucais possuem um sistema de ativação o qual pode ser feito pela própria pessoa. O aparelho provoca um leve avanço da mandíbula (alguns milímetros para frente) para evitar que a língua deslize em direção à garganta e obstrua a passagem de ar durante o sono.

5. O uso do aparelho soluciona o ronco e a apneia? Os aparelhos bucais para ronco e apneia do sono representam uma alternativa valiosa de tratamento porque, são fáceis de se adaptar, transportar (cabe dentro do bolso) e apresentam alto índice de aceitação pelos pacientes (90-95%) o qual está diretamente relacionado com a sua eficácia, conforto e custo-benefício para fabricação do aparelho e manutenção do tratamento. Assim como qualquer forma de tratamento, o aparelho bucal é eficaz enquanto estiver sendo usado, principalmente, se for com regularidade. Para casos de ronco alto e intenso, o aparelho é capaz de eliminar o ruído e evitar os constrangimentos durante viagens e as brigas entre casais por causa do barulho. Nos casos de apneia leve e moderada o aparelho consegue normalizar os índices de apneias verificados na polissonografia. Nos casos de apneia grave o aparelho também pode ser útil, caso a pessoa se recuse não consiga se adaptar ao CPAP, entretanto, é necessária a avaliação e indicação médica.
 
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