Hermenêutica Aplicada  (7)       

     Utopia − ou Entropia − da Carta  Magda                                                                                                                                                       

                                                         PROPILÆUM                                                  

     Se eu errar,  que me corrijam  (João Paulo II)

 

   Trecho inicial da Teoria Geral da Confusão a ser editada pelo grupo  Euetú Nós  de analítica infinitesimal, sob título  Hermenêutica Aplicada, estudo de muitas confusões encontradas na TV, na Rede mundial de deturpação da Língua pátria, na Entrevista, no Catálogo Telefônico da Capital, no Guia Turístico, no Jornal, na Publicidade, dos bancos de dados (não só) do Senado, até na Lei   e demais  mídias,  especialmente no tema  Brasília e DF.

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Aliás, este  ōrganon  não tem capítulos,  mas  tomos  e  partes, como todo bom  Sistema.  O  Prólogo pode  estar em seu  final, como um radioso  recomeço...  A  fim de esclarecer,  tomo é do grego  tómos,  pelo latim  tomu,  pedaço, afim  com  a  noção de  parte.  E  a  fim  não  é  afim,  ademais  não  é  a  demais,  mas  erros,    demais,  à disposição do  Aprendiz,  especialmente na Rede mundial das confusões  (não só)  da Língua pátria...

Há homofonia, mas o  h’  da Matemática  não  é  a  ave  fasianídea  e  ovípara, comestível.  Dia-a-dia  não  é  DIA DIA nem Dia-Dia, e  Noite Afora  não é  Noite  A  Fora, embora tais erros estejam na Televisão e, agora, na Internet,  pelo  Brasil Afora.  Em Português,  o  a  fora  pode querer dizer  a  dentro...   Mas  daqui  há pouco  não é nada.

Deturpam-se nomes de  Palácios em Brasília, e o da  Padroeira do Brasil. Há  35  Jucelino  Kubitchek na Rede. O grande Ruy perde o ípsilon, ficam o Benedito novelista, a Marina, o Ayrton, os Caymmi, o  Paty do Alferes, a Paraty... 

Já será visto, usamos certa dose de Redundância, ou Entropia Relativa aumentada, pois ela, às vezes, aumenta a clareza da Mensagem.  As mais das vezes (!?), ela perturba, insere ruídos de fundo, altera a semântica saudável e necessária a um texto, mormente nas explicações colhidas em muitas fontes encontradas  pelo Grupo de perquiridores, autor desta  teoria. Nessa  índole, até a  Lei é analisada, em suas  imperfeições de estarrecer de alguns Juristas nossos,  mais  críticos:  ademais, nossa  Capital  não é  o  Distrito Federal  (já foi?).

 

Como  princípio, estamos quase como o genial  Chacrinha:  Não vim para explicar, mas para confundir. Assim, segue o estudo por uma  espécie de  maiêutica de Sócrates, filho de uma parteira:  ao invés de afirmar e impor conhecimentos, queria o de Ática destruir a educação adquirida sem reflexão, nos preconceitos sob disfarce da sofística. Levava os discípulos, por meio da  ironia socrática, à busca de uma verdade relativa, pois a absoluta jamais será alcançada, tal como na  Ciência  “e” na  Matemática,  por cuja  Lógica  o  fato  foi  provado:   Até onde a  Matemática  prova?  – eis a pergunta  moderna,  essencialmente  matemática.  Pascal, adiante.

 Destarte, toda afirmação  é  deve ser entendida como:  é  bom ser assim,  seria  melhor assim,  oxalá,  tomara,  queira  Deus,  amém...  pois a ninguém é dado conhecer a Verdade absoluta.  Aliás, tal afirmação já é pretender se aproximar da Verdade absoluta... pois, se  tudo  é  relativo, até esta  regra  deve sê-lo, ou não será mais  regra  e  conterá a própria negação.  Logo,  cum grano salis:  Brasília e  DF, conceitos  relativos,  e muito confundidos.

 Tal, a arte de partejar, de dar à luz,  alumiar os espíritos, derivando no  parto  das idéias:  maiōs, a razão de ser maio o mês das mães e das noivas.  Marco da evolução da Filosofia – pois temos os filósofos pré-socráticos e os  pós-socráticos –, dizia:  Só sei que nada sei... tal como está hoje no Princípio da Indecidibilidade da Lógica Matemática, na definição jocosa de Bertrand Russell, nos escritos da  Cibernética (sempre confundida),  da Teoria Geral dos Sistemas, da Matemática da Comunicação, da Lingüística – tema a ser totalmente explicado aqui... através da Lógica Matemática.  De  Euclides, 300 a. C.:  Não há estradas reais na Geometria...

Toda essa visão está na base do raciocínio  da  Ciência  hodierna,  infindável: Meu Deus! Como é grande a nossa ignorância!  Não sei o que não sei:  parece circularidade do óbvio. Explica-se:  não sabemos  o  tamanho do  nosso desconhecimento,  daquilo  não-sabido – desde Horácio (65-8 a. C.),  pelo menos, visto adiante.

 

Neste ensaio sobre a Confusão, quase uma  mateologia,  lutamos contra o  que  demasiado, pois dizia um Mestre:   se o  que  mata o  estilo, matemos  o  que ... tal  será no  PRE  FÁCIO  interessantíssimo  e  nas  partes  iniciais do texto, cujo único  que é o da transcrição do grande Papa – em profundo pensamento matemático moderno –,  a  menos  que  em certas expressões idiomáticas e nalgumas  transcrições.  Na  Rodoferroviária, há  um  Juizado de Menor...  Por todo o campo estudado,  demonstra-se haver grande dose de  psitacismo.

Aqui,  mata-se  a  cobra,  o demônio  da  Confusão,  e  mostra-se o pau... Assim,  haverão  menas  incredulidades do Leitor  sobre  as anomalias  apontadas  nos  Meios:  a  noção  geral  sobre  Brasília  e  DF   parece  estar  desvairada.  Brasília, como  cidade-capital,  não tem 2 milhões de habitantes nem um número  maior de telefones  celulares, conforme asseverou a TV em janeiro de 2005.  Ouve-se mal, repete-se pior.


 

Verso relativo ao anverso, é claro...  Seria  poético,  não  fosse tão trágico:     uma  chuva ácida de erros e  impropriedades sobre o Aluno  e/ou  a  Criança.  Uma  pletora.  O  prefixo,  do Latim  præ+fixu,  fixo antes.  Mas  o  pré-fixado  pode  não  ser  o  prefixado.  Até  o  e/ou  é  deturpado,  no uso popular  e/ou  oficial.  Há norma legal, federal, fixando obrigação com  e/ou... Como cumpri-la?

 Não se confunda  coisa  alguma;  nem  alguma  coisa... nem uma com outra,  pois são inversos matemáticos. Alerta: a ordem dos fatores  altera  tudo, em geral, em qualquer Sistema, especialmente na Língua    exceto na Aritmética Finita e nos palíndromos. Cama  não é  maca,  Maria José é o  inverso (!)  de José Maria. Também nos anagramas, a ordem é outra:  Roma não é  amor.  Outro  alerta,  não  é  atrela:  arroz não é zorra...

A palavra grega  hermeios  era o  sacerdote do oráculo de Delfos, simbolizando um deus-mensageiro alado,  descobridor da linguagem e da escrita. Na mitologia grega, Hermes era portador da capacidade de entender o homem, e alcançando o  significado das coisas.  O verbo herméneuein é declarar, esclarecer, traduzir, interpretar.

Isso tudo, apenas por meio do exercício das Diferenças, princípio fundamental do Universo.  Dar-ein, bicho...


 
Alfim, não se confunda jerimum com macaxeira... Não se confundam  onde  e  quando, como na TV.  Adiante, a definição da  análise  infinitesimal adotada neste ensaio, ver  O umbigo de Adão. 

Procuramos seguir o grande  Ralph Waldo Emerson:  É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas, do modo mais simples.  Conseguimos?  Na Rede, 342  Palácio  do  Itamarati, até de  mre.gov,  iphan.gov – lê-se  ifan?,  e outras fontes  didáticas  “e” culturais...

Av.  Sandú...    municípios  (!?) de Planaltina e Sobradinho, no DF, e  Valparaíso (DF) !  O  Pró-Uni  é grafado  prouni...     Heidegger,  Caetano, Fernando Pessoa, adiante.  E  Euclides e Galileu.

Há erros clamorosos na Esplanada dos Ministérios, em Catálogos Telefônicos da  Capital;  e no Setor Comercial Sul. Alguém notou?  Onde, a nova Ponte JK, prêmio internacional?  Os Catálogos, livros turísticos porém  didáticos, não se orgulham de descrever corretamente sua  Capital.    15.700  Daqui  há pouco, na Rede.  Erros,  aos  infinilhões,  Guimarães Rosa....  E não está o Gama, ou o Espaço Lucio Costa,  o  Urbanista  internacional....

 

Entropia  é a  con-fusão de regiões de probabilidades anteriormente distintas, dirá  Wiener, na  Cybernetics  de 1948 – iniciada, na verdade, por Platão – a ser plenamente esclarecida, em parte própria, Direito  e Cibernética,  pois também esta  é  sob alta dose de confusão com Informática  e/ou  Computação. 

De todos os erros já históricos, o tema  Brasília  será o mais  duramente  tratado aqui, desde a  transição  do Município da Corte  (ou antes, na  província)  ao  Districto Federal,  até à  transferência da  Capital  para o Planalto, e o conseqüente Distrito Federal  novo – por força da imprecisão ou distorção contínua e exacerbada flagrante nos inúmeros mal-ditos já encontrados, e suas  derivações – buscando exorcizar esse  demo de 54 nomes em dicionários e enciclopédias nossas, disfarces de má índole da perturbação no Ensino. Um  mega evento, sem dúvida.

Daí, a  redundância usada neste ensaio − e  na  explicação sobre ela... é certo, chega ao enfado,  pois o erro é  complexo e multifacetado. Uma crítica pode ser repetida, por outros aspectos. O monstro da confusão,   multicaudo.

 O  CB com  z,  às vezes,  critica:  Falhas estão presentes até em documentos oficiais, diz  o jornal de  9 de fevereiro de 2002, em  Educação. Serão vistas algumas, neste ensaio. Confundem  Brasília  com Distrito Federal,  ainda  Cidade-satélite com sua Região Administrativa. Pelo menos, o  FEBEAPÁ do Ponte Preta chegou  a  FEBEANET...

 

Certas emissoras de Televisão, antes do Horário de Verão, chegaram a um máximo, confundindo o dito pelo locutor com o escrito ao pé da  telinha,  ao anunciarem horários de seus  programas, um  mero exemplo entre  dez anotados:

     ... todo sábado  à  meia-noite e trinta... dito pelo locutor, mas  ... Sábado 00h30 ... escrito ao pé da tela,  como se fossem expressões equivalentes quando, na verdade, há uma diferença de 24 horas entre elas, pois  o sábado à meia-noite e trinta já é na madrugada de  domingo, à 00h30... Adiante, todos os casos serão comprovados. Um alerta será enviado aos  canais de TV,  será uma  mega  oportunidade (!),  se quiserem não mais errar.  A  Festa dos Estados incidiu em alguma incorreção do tipo. Não é de bom alvitre errarem  nomes de países, na TV:  Guiné-Bissal... 

Não importa a espécie ou a origem,  toda  impropriedade descoberta  está  registrada  no  vultoso acervo do  Grupo  sistêmico  de autores.  Logo,  todas  as  impropriedades  vistas  no  vultuoso  caminho da pesquisa  em  curso – a qual,  haja vista, não terminará nunca, tal a produção contínua  de imperfeições sob o eficientíssimo Demônio da Confusão pesquisado – aqui definido, enquadrado, dissecado,  e  exorcizado  por  uma  Analítica  Diferencial  (análise infinitesimal)  de alta precisão  cirúrgica.  O  a  partir de  está  inteiramente deturpado.  Do  TSE,  VOTA BRASIL...

O  GDF se confunde no tema  Brasília  e  DF.   Essa,   a  maior confusão já  vista  em  todo o  panorama  histórico e geográfico brasileiro. Ninguém se aprofunda em coisa alguma, a frase mais  lapidar da  Imprença  nacional, diz Japiassu  açério. E os erros permanecem durante anos, na TV e na Internet, na  Lei, nos Catálogos Telefônicos  da Capital da Nação   todos, didáticos! –  DIA  DIA  e  Noite  Afora,  sem ninguém notar.  E pelo  Brasil Afora.

         Não corrigir nossas faltas é o mesmo que cometer novos erros  (Confúcio).   ACORDA,  BRASÍLIA !

Catálogos omitem o Gama e a nova Ponte JK. Os Governos erram, ou nada vêem. Não se importam em ensinar corretamente ao Povo. A grande loja erra aos 47 anos,  ao dar  TODA  LINHA  em promoção.

A  Rede é  democrática, não tem policiamento algum, e aceita qualquer  barbaridade  nela inserida: adiante, um Aviso aos Navegantes, a respeito. Nela e na TV,  sob a confusão, a impunidade campeia e, realimentada, chega à  Vaca de Presépio...  O Achismo campeia.  E o Ensino sofre.  Não esqueçamos, Brasília vai a  Cinqüentona,  em breve. 

Este ensaio não pretende atingir a Verdade absoluta: é ela inatingível, tudo parece um Conceptualismo de Abelardo e  Kant, mas bítico. Em  tudo, Verdade  relativa, ver  em  Afastamento da Realidade.  Lembremos do Profeta:  Quem for sábio, que entenda estas coisas.  Quem for prudente, que as saiba.  E do  Teeteto,  de  Platão. Pascal, adiante.

E tudo parece uma  questão de nomes, segundo Platão e Kant.  Afinal,  na Língua nada  é,  tudo é  chamado,  é  noema... Ademais,  de Giordano Bruno:  As idéias são somente sombras da verdade.  Horácio,  poeta  latino do  Séc. I a. C., nas  Odes, afirmara:  Nec scire fas est omnia,  isto é, não é dada a ninguém a faculdade de tudo saber.    Galileu,  no  Sidereus nuncius,  O  Mensageiro das Estrelas de 1610.  E  Euclides, na Geometria.  E  Einstein.

   Pascal, ao fazer a apologia cristã, revela muito mais o saber universal e o conhecimento do que os fundamentos da religião. A verdade na língua do pensador é relativa:

  "Todos erram tanto e mais perigosamente quando seguem cada um uma verdade; o seu erro não está em seguirem uma falsidade, mas em não seguirem outra verdade". Pascal defende que "quando não se sabe a verdade de uma coisa, é bom que haja um erro comum que fixe o espírito do homem..."

Um  aparte: a Sociedade como um todo (segundo alguns outros, pouco sábios), um grandioso probleminha semântico;  diferenciais  não respeitados  distorcem qualquer  Sistema.  O  Povo  em geral não    seus  mal-ditos,  ouve  mal ditos  de outros, e  repete-os  pior.  De  Ruy com y,  é claro:  A  Nação  não  é  ninguém,  somos  todos. 

Falando no Águia, há  meretíssimos, às  dúzias, em filmes  e  novelas de TV.  Caetano  completa  Ruy:   Minha pátria é minha Língua.  Ainda  Fernando Pessoa:  A  língua portuguesa é a minha pátria. De  açacinaram  (a Língua)    todo  uma  série de variações, 102  na Rede.  Assim sendo, dizemos:    erros especiosos. 

E o MinC escreve o grande Ruy com  i, em sua Fundação, além de  minC,  nas portas dos carros.  Na Rede, há  Carta  Magda  cerca de 30 vezes,   até em  moção de  Ministério federal  e  pelo menos em uma  Universidade.  Também,

v   O  rei  João da Inglaterra, dito  João Sem-Terra, em 15 de junho de 1215 assinou, perante o alto clero e os barões    do reino, a  Magda  Carta  Libertatum,  “ensina”  a  Rede mundial das confusões...  e  a  USP.

    Na TV