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Contos |
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Eles ligavam aquela bosta de Boring Stones no último volume. Aquela merda não me deixava pensar. Os desgraçados não entendiam que eu não conseguia escrever ouvindo aquele lixo. Tive que tirar um dos meus tênis e tacar na cabeça do filho da puta do Tchesco.
“Ai, porra! Que merda é essa, China?”
“Que merda é essa um caralho. Abaixa isso daí.”
“Vou abaixar porra nenhuma.”
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Por:O Maldito Escritor|
Contos, Literatura
| Data: 26/02/13
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Era uma tarde de domingo e eu realmente estava disposto a rolar para o lado e morrer. Chovia, naturalmente, e eu curtia uma dor de barriga de pastel, porções de calabresa acebolada e cerveja choca da noite do dia anterior... Só que alguém sempre tinha que me telefonar — e esse alguém era a Srta. Sorriso Quando Acordo (mesmo de ressaca). Quero dizer, Bela.
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Por:O Maldito Escritor|
Contos, Literatura
| Data: 24/02/13
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Zeca Pele de Cobra e Alemão Cabeça de Martelo colocavam tudo que parecia ser de algum valor dentro de sacos de lixo pretos. Um homem aparentando uns 35 ou 36 anos jazia no tapete da sala com um rombo sangrento do lado direito da cabeça; uma mulher, mais ou menos dessa mesma idade, nas escadas, várias veias grossas saltadas em sua cara roxa, uma língua azul pra fora da boca e quatro ou cinco unhas da mão quebradas... CONTINUE LENDO... |
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Por:O Maldito Escritor|
Contos, Literatura
| Data: 21/02/13
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Era sábado de noite e Cláudia estava atrasada. Eu combinara de me encontrar com ela na estação de metrô às dez da noite em ponto. Andava pra lá e pra cá acendendo um cigarro no outro (naquela época ainda se podia fumar dentro das estações de metrô), mascando chicletes, de olho no relógio o tempo todo. Após o sétimo cigarro resolvi entrar no shopping para dar uma mijada. Um inferno de gente...
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Por:O Maldito Escritor|
Contos, Literatura
| Data: 19/02/13
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1.
O idiota tinha cara de bebezão da vovó. Branquelo, balofo, nariz de batata, cabelos brancos. Usava samba canção de pegadas de patinhas de cachorro. Batia com um rabanete na bunda da prostituta, quando entrei.
— Uau, parece divertido. Depois vai fazer o que com isso? Enfiar no teu próprio rabo? — eu disse a ele, sem sacar o revólver.
— Como você entrou aqui?? — perguntou, deixando o rabanete cair no chão e...
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Por:O Maldito Escritor|
Contos, Literatura
| Data: 19/02/13
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A expressão feminina em forma de carta a alguém que ainda não conhece e nem imagina quem seja,porém, já sabe que ele existe e a espera. |
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Por:Evelyn Golin|
Contos, Literatura
| Data: 30/01/13
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algo estava acontecendo. claro, algo sempre estava acontecendo; mas dessa vez algo realmente estava acontecendo. e todo mundo achava que sabia o que era — muito se falava sobre o fim dos tempos. estava na cara que não ia demorar. de fato, não demorou. vieram as ondas, os asteroides, furacões, gêiseres, vampiros, tsunamis, terremotos, mutantes, andróides... e no fim não foi nada disso que varreu o homem da face da terra. CONTINUE LENDO... |
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Por:O Maldito Escritor|
Contos, Literatura
| Data: 26/01/13
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“Entra lá cara! Aproveita que ela tá bêbada”, eles disseram.
Criei coragem e entrei. Ali estava a minha coleguinha de escola deitada na cama, pelada.
Eu nunca tinha visto uma garota pelada na minha frente. Nunca tinha transado.
“Vem...”, ela falou, afastando as pernas.
A coisa dela estava muito vermelha, e no lençol havia várias manchas úmidas.
“Veeeemmmm...”
Olhei mais um pouco e saí do quarto. O coração saindo pela boca.
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Por:O Maldito Escritor|
Contos, Literatura
| Data: 31/12/12
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Sabadão de noite. Porta de balada babaca cheia de adolescentes e metidos à. Lá estávamos eu e Mariane. Ela linda com aquela blusinha vermelha decotada e uma calça preta mais ou menos agarrada na bunda — nada vulgar, apenas bastante agradável de se olhar e de se imaginar coisas —, eu inteiro de preto, com três Valiums na cabeça e dando uma de cowboy do inferno — sem conseguir, como de costume.
— Cê tá bem, Gui?
— Claro. Pior impossível.
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Por:O Maldito Escritor|
Contos, Literatura
| Data: 29/12/12
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— Olha pai! Olha pai!
— Que foi filha?
— Olha, olha!
— Ah, que bonita. Muito legal.
— Pai, eu quero!
— Ah, Bianca, de novo? Seu aniversário foi no mês passado. Nem vem.
— Mas esse mês você ainda não comprou nada pra mim.
— E por que eu deveria?
— Porque eu tô fazendo tudo direitinho que você me manda.
— Quê? Não entendi nada. Fala direito.
— Eu falei direito, seu bestalhão!
— Olha... Que cê tá pensando hein?! Tá pensando que eu sou que nem
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Por:O Maldito Escritor|
Contos, Literatura
| Data: 28/12/12
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Ela era a coisinha mais linda na qual eu já tinha posto os meus olhos: mestiça, curvilínea, tatuada, com um olhar que dizia “garotinho, você não vai dar conta do recado” ou “eu sei que sou gostosa, é chato, eu sei”. Seu nome era Alicia. Alicia, a princesa; Alicia, a maluca; Alicia, aquela que nunca será sua; Alicia, a mais linda de todas; Alicia, a destruidora de corações babacas; Alicia, praticamente... CONTINUE LENDO... |
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Por:O Maldito Escritor|
Contos, Literatura
| Data: 28/12/12
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SEGUNDA-FEIRA
Hoje, faz dois dias que eu não durmo. Cara de Rato e Mosquito também. Passamos o fim de semana inteiro ligados no pó-de-mariposa. Pó-de-mariposa e suco de laranja.
Tivemos as conversas mais loucas e esclarecedoras a respeito disso e daquilo; tão loucas e esclarecedoras que eu esqueci sobre o que eram...
Meu corpo inteiro fica formigando de quinze em quinze minutos e os músculos doem um pouco; às vezes o coração dispara e às vezes eu sinto... CONTINUE LENDO... |
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Por:O Maldito Escritor|
Contos, Literatura
| Data: 24/12/12
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Era sábado de madrugada, fazia frio e o ar estava úmido. Eu perambulava pelas ruas da Augusta caçando assunto em cada esquina e em cada boteco, me sentindo mais sozinho que sapato velho jogado em fio de poste, amargando o derradeiro chute na bunda que eu levara da Letícia.
Antes eu estivera em casa, no nosso quarto, na nossa cama. Ficara lá deitado até não mais aguentar olhar para o travesseiro do lado em que ela dormia, sentindo aquele cheiro de shampoo de bebê... CONTINUE LENDO... |
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Por:O Maldito Escritor|
Contos, Literatura
| Data: 24/12/12
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Na época em que nós nos conhecemos, Evelyn e eu trabalhávamos numa firma de produtos hospitalares — eu no “setor” contábil/motoboy e ela como recepcionista, auxiliar de departamento pessoal e eventual faxineira. A coisa era bagunçada mesmo. Mas, como o chefe não atrasava o pagamento — apesar de nos pagar uma mixaria — e não se importava demais com os nossos atrasos, acomodados que nós éramos, ficávamos por lá naquelas de “tá ruim mas tá bom”. Também podíamos... CONTINUE LENDO... |
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Por:O Maldito Escritor|
Contos, Literatura
| Data: 15/12/12
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